Fábio: O maior goleiro a não jogar pela seleção ou um goleiro superestimado pelos saudosistas?
Olá! Estou fazendo essa postagem depois do meu aniversário que foi ontem. Fiz 22 anos. Parabéns para mim!
Mas não é sobre mim essa postagem. E sim sobre Fábio, um dos goleiros mais históricos da história do futebol brasileiro e por que não, do futebol em geral? Eu sempre ouço muita gente falando bem sobre ele, que é melhor que o Alisson, que o Ederson, que merecia ir pra Copa do Mundo, que isso e aquilo, então nessa postagem eu irei analisar a carreira do Fábio como um todo para analisar e mostrar a verdade sobre Fábio Deivson Lopes Maciel.
Por sinal, pais de todo o Brasil, parem de dar nomes esquizofrênicos pros filhos de vocês. O que é Deivson? Fábio Davi Lopes Maciel é muito melhor. Eu sempre achei que o Fábio era mineiro, só há poucos dias atrás eu descobri que é matogrossense.
Fábio pelo União Bandeirante em 1997:
Foi o clube que revelou o Fábio ao futebol profissional, tendo o jovem goleiro feito 30 jogos naquele ano. Jogaram o Campeonato Paranaense onde o Paraná Clube foi o campeão, com o clube de Fábio ficando em sexto lugar. O clube da cidade de Bandeirantes também disputou a Serie C, caindo na terceira fase para o Uberlândia nos pênaltis.
Em setembro daquele ano, o Fábio disputou a Copa do Mundo sub-17 com a seleção brasileira, sendo campeões ao vencerem Gana na final por 2 a 1, em Cairo, Egito. Fábio sofreu somente 2 gols em 6 jogos e ficou 4 partidas sem sofrer gols, sendo considerado um dos melhores goleiros sub-17 do mundo. Naquele mesmo torneio também participaram outros 2 goleiros históricos: Iker Casillas, um dos melhores goleiros da história do futebol e Roman Weidenfeller, um dos melhores goleiros da história do Borussia Dortmund. Fábio foi escolhido por muitos dos que assistiram o torneio como o melhor goleiro da competição. Fábio também disputou o Campeonato Sul-Americano sub-17 como titular pelo Brasil, sendo campeão. O melhor goleiro da competição, porém, foi o argentino Franco Constanzo.
Dentre os 30 jogos do Fábio pelo União Bandeirante, 20 foram pelo Campeonato Paranaense e 10 foram pela Serie C.
Fábio em 1998:
Foi emprestado para o Atlético Paranaense, que foi o campeão estadual daquele ano encerrando a sequência do Paraná Clube. O goleiro titular era Flávio Pantera. Fábio não jogou nenhuma partida. Realmente não tenho nada a declarar aqui KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Fábio em 1999:
Voltou para o União Bandeirante após o fim do empréstimo. Em abril, jogou a Copa do Mundo sub-20 onde o Brasil caiu nas quartas de final para o Uruguai, com Fábio tendo sofrido 5 gols em 5 jogos e ficado 2 partidas sem sofrer gols. Algumas fontes dizem que ele foi emprestado para o Cruzeiro em 1999 enquanto outras dizem que foi emprestado para o Atletico Paranaense, mas como ele jogou pelo Cruzeiro em março de 2000, provavelmente o empréstimo foi para o Cruzeiro mesmo. Mas ainda assim, sem oportunidades.
Fábio pelo Cruzeiro e Vasco em 2000:
Fez sua única aparição pelo Cruzeiro em seu empréstimo num amistoso contra o Universal-RJ, em vitória por 2 a 0 do clube mineiro. Foi campeão da Copa do Brasil sendo reserva de André Doring.
Logo depois, foi emprestado e depois comprado pelo Vasco junto ao União Bandeirante para ser o terceiro goleiro, estando abaixo de Márcio e Helton. Estreou no dia 14 de outubro de 2000, num empate contra o Santos por 1 a 1, fora de casa, onde defendeu uma cobrança de pênalti de Edmundo, que havia jogado no Vasco no início daquele ano (o juiz mandou voltar o lance, e na segunda cobrança o Edmundo mandou na trave). Jogou somente 3 partidas, as 3 pela Copa João Havelange (o Brasileirão daquele ano) em que o timaço do Vasco foi campeão.
Fábio pelo Vasco em 2001:
Deu uma boa evoluída. Foi o goleiro titular do Vasco no Rio-São Paulo de 2001 (onde o Vasco caiu na fase de grupos) e também jogou 5 partidas no Campeonato Carioca daquele ano, em que o Vasco foi vice pro Flamengo. Virou o reserva imediato de Helton, com Márcio virando o terceiro goleiro.
Fez sua estreia na Libertadores no dia 20 de abril de 2001 em vitória por 3 a 2 do Gigante da Colina sobre o Táchira, em casa. Também jogou o jogo seguinte contra o Peñarol, em que o Vasco venceu por 3 a 1 fora de casa. Fez também duas partidas pelo Brasileirão naquele ano, jogando como titular contra seu ex-clube Atlético-PR na vitória por 4 a 0 do Vasco. O Atlético-PR viria a ser o campeão brasileiro daquele ano. Ao todo, Fábio fez 13 partidas em 2001.
Fábio pelo Vasco em 2002:
Assumiu a titularidade no lugar de Helton na quinta rodada do Brasileirão de 2002 após o mesmo Helton sair do Vasco, mas ainda foi reserva no Campeonato Carioca. O clube em si teve um ano muito ruim coletivamente, muito pelo fato de Romário, seu principal jogador, ter saído no meio da temporada para o Fluminense, além de outros que saíram. Fábio sofreu 32 gols em 21 jogos no Brasileirão, tendo ficado 5 partidas sem sofrer gols. Finalmente voltou a ser titular de algum clube.
Fábio pelo Vasco em 2003:
Nesse ano, o Vasco foi campeão Carioca com o Fábio sendo uma das peças mais importantes da campanha e tendo sido eleito, por muitos, o melhor goleiro da competição. Foi convocado para a Copa das Confederações de 2003 após a décima segunda rodada do Brasileirão contra o Juventude que terminou num empate sem gols fora de casa, sendo reserva imediato de Dida, na época tido como o melhor goleiro do mundo ao lado de Buffon, com Julio César, do Flamengo, sendo o terceiro goleiro. O Brasil encerrou sua campanha ainda na fase de grupos.
Apesar do Vasco ter Marcelinho Carioca, um dos melhores jogadores em solo nacional, como seu protagonista, o time teve uma péssima campanha no Brasileirão, ficando em décimo sétimo lugar (na época, eram 24 times que disputavam o Brasileirão e apenas os 2 últimos eram rebaixados), e na Copa do Brasil foi eliminado nas quartas de final para o Cruzeiro. Fábio sofreu 67 gols em 44 jogos no Brasileirão, com 12 partidas sem sofrer gols. Na Copa do Brasil foram 5 gols sofridos em 7 jogos, com 4 partidas sem sofrer gols.
Fábio pelo Vasco em 2004: Em 2004, o Vasco chegou a mais uma final de Campeonato Carioca, mas dessa vez o time foi vice-campeão para o Flamengo do goleiro Julio César. Ambos foram convocados para a Copa América de 2004 onde o Brasil foi campeão, com Julio César tendo sido o titular e Fábio seu reserva. Fábio também foi convocado em outras oportunidades naquele ano para as eliminatórias contra Bolivia e um amistoso contra a Alemanha, ainda sendo reserva do goleiro flamenguista.
Foi um ano bem conturbado para o Fábio pelo Vasco, pois o mesmo foi impedido de jogar pelo presidente Eurico Miranda que o acusou de não ter se reapresentado ao clube após a convocação para a seleção brasileira, não podendo assinar com outro clube devido ao regulamento da época, que o deixou quatro meses parado sem poder atuar. Assim, o goleiro acabou processando o clube. Fábio sofreu 22 gols em 19 jogos no Brasileirão de 2004, tendo ficado 3 partidas sem sofrer gols. Sua última partida pelo Vasco foi no empate em 1 a 1 contra o Fluminense em casa, no dia 29 de agosto de 2004. Os jogos da seleção brasileira contra Bolivia e Alemanha foram no dia 5 e 8 de setembro daquele ano, respectivamente, e após isso o Fábio nunca mais jogou pelo Vasco.
Fábio pelo Cruzeiro em 2005:
Após todo esse problema envolvendo o Fábio com o Vasco e Eurico Miranda, o goleiro foi para o Cruzeiro, já se firmando como titular absoluto. No Campeonato Mineiro, a raposa foi vice para o Ipatinga com o goleiro Bruno tendo sido eleito a revelação do campeonato e também o melhor goleiro. O clube fez uma boa campanha no Brasileirão, tendo terminado em oitavo lugar com Fábio tendo sofrido 66 gols em 39 jogos, ficando 10 partidas sem sofrer gols. O time também foi muito bem na Copa do Brasil, mas foi eliminado na semifinal para o Paulista de Jundiaí que viria a ser campeão em cima do Fluminense, com Fábio tendo sofrido 9 gols em 9 jogos e ficado 5 partidas sem sofrer gols.
Bruno, por sinal, foi eleito o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais e um dos melhores do Campeonato Brasileiro de 2005 atuando pelo Atlético-MG na competição, apesar do rebaixamento do clube. Nesse ano, Fábio foi eleito o quarto melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela revista Placar na disputa pelo Bola de Prata, com uma média final de 5,88 de acordo com a cruzeiropedia.org.
Fábio pelo Cruzeiro em 2006:
Nesse ano, o Cruzeiro não ficou sem titulos. Foi campeão mineiro tendo se vingado do Ipatinga na final, com grande performance de Fábio na competição. O time fez mais uma campanha regular no Brasileirão, ficando em décimo lugar com Fábio tendo sofrido 41 gols em 36 jogos, ficando 9 partidas sem sofrer gols. O time foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil para o Fluminense e nas eliminatórias da Sul-Americana para o Santos.
Fábio teve o melhor ano individual da sua carreira até então, tendo ganho o Troféu Globo Minas como o melhor goleiro do Campeonato Mineiro, o Troféu Guará como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro e melhor jogador do Estado de Minas Gerais. Ainda no mesmo ano, Fábio foi convocado para a seleção brasileira para três amistosos contra Noruega, Argentina e País de Gales nos dias 16 de agosto, 2 de setembro e 5 de setembro daquele ano, sendo reserva de Heurelho Gomes, agora goleiro do PSV. Foi eleito o sexto melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela revista Placar na disputa pelo Bola de Prata com uma média final de 5,83 de acordo com a cruzeiropedia.org.
Fábio pelo Cruzeiro em 2007:
Foi esse ano que o Fábio sofreu o tal "gol de costas" na final do Mineiro contra o Atlético-MG, onde o Cruzeiro foi massacrado e a torcida queria ele embora do time imediatamente, vendo o episódio do "gol de costas" como uma completa falta de respeito e comprometimento do goleiro para com o clube e a torcida. Era tanta a pressão para ele ir embora que o tecnico Dorival Jr o pôs como reserva de Lauro e Gatti, mas após time haver tomado 22 gols em 10 jogos no Brasileirão, Fábio reassumiu a titularidade na décima primeira rodada onde o Cruzeiro venceu o Goiás em casa por 2 a 1.
Se redimiu após aquele episódio e o Cruzeiro teve uma campanha ótima, ficando em quinto lugar no Brasileirão com Fábio levando 36 gols em 28 jogos e ficando 7 partidas sem sofrer gols, com o clube se classificando para a Copa Libertadores do ano seguinte. O Cruzeiro foi eliminado pelo mesmo Goiás nas eliminatórias da Sul-Americana, e na Copa do Brasil foi eliminado nas oitavas pelo Brasiliense. Apesar do caos que foi o início do ano devido ao episódio já mencionado anteriormente, Fábio se recuperou e permanecia como um dos melhores goleiros do Brasil, apesar de Diego Alves ter sido eleito o melhor goleiro do Campeonato Mineiro e também o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais naquele ano mesmo tendo ido para a Europa após a décima terceira rodada do Brasileirão onde o Vasco venceu o Atlético-MG por 4 a 0 no Rio.
Fábio foi eleito o quinto melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela revista Placar na disputa pelo Bola de Prata com uma média final de 5,86. Ficou atrás de Bruno (Flamengo), Diego Cavalieri (Palmeiras), Felipe (Corinthians) e Rogério Ceni (São Paulo).
Fábio pelo Cruzeiro em 2008:
Um ano excelente para o Cruzeiro e também para o Fábio, que até então teve a melhor temporada individual da carreira. O clube mineiro foi campeão estadual de forma dominante dando uma surra no Atlético-MG na final, tendo o Fábio recebido o Troféu Globo Minas como melhor goleiro do campeonato. O Cruzeiro também terminou em terceiro no Brasileirão com Fábio sofrendo 44 gols em 38 jogos, ficando 12 partidas sem sofrer gols. Na Libertadores daquele ano, o Cruzeiro caiu nas oitavas para o atual campeão Boca Juniors, com o Fábio sofrendo 14 gols em 10 jogos e ficando 3 partidas sem sofrer gols.
Venceu o Troféu Guará como o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro e melhor jogador do ano do Estado de Minas Gerais. Foi eleito o terceiro melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela revista Placar na disputa pelo Bola de Prata com uma média final de 6,15. Com essa média, ficou atrás de Victor do Grêmio em segundo e Rogério Ceni em primeiro na disputa pela Bola de Prata da Placar como melhor goleiro, em geral sendo eleito o quinto melhor jogador do Campeonato Brasileiro daquele ano enquanto que Victor foi eleito o terceiro melhor jogador e Rogério Ceni sendo eleito o Bola de Ouro da Placar como melhor jogador da liga.
Fábio pelo Cruzeiro em 2009:
Outro bom ano para o Cruzeiro e também para Fábio, apesar de frustrante.
O time foi bicampeão mineiro, com Fábio sendo novamente eleito o melhor goleiro da competição. No Brasileirão, a equipe ficou em quarto lugar, se classificando para a primeira fase da Copa Libertadores de 2010, com Fábio sofrendo 46 gols em 34 jogos e ficando 10 partidas sem sofrer gols. A Copa Libertadores de 2009 foi o que tornou a temporada frustrante de fato para o Cruzeiro e para Fábio. O time mineiro chegou na final para enfrentar o Estudiantes, e após um 0 a 0 na Argentina onde o Fábio fez talvez a melhor atuação da sua carreira, perderam em casa por 2 a 1 de virada, com o Fábio tendo falhado pateticamente no primeiro gol do Estudiantes. No primeiro jogo, por sinal, o jogador Kleber do Cruzeiro perdeu uma chance inacreditável. Ainda assim, Fábio foi um dos melhores goleiros disparados da competição, apesar do goleiro do Estudiantes ter sido eleito o melhor do torneio. Fábio sofreu 12 gols em 14 jogos, ficando 7 partidas sem sofrer gols. Naquele ano, venceu o Troféu Guará e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais.
Quanto a disputa pelo prêmio da Bola de Prata da revista Placar, Fábio ficou em segundo lugar atrás somente de Victor, do Grêmio, com Fábio tendo ficado com uma média final de 5,93 e Victor com uma média final de 6,04 de acordo com a cruzeiropedia.org. Foi uma premiação, ao meu ver, controversa, pois apesar do Victor ter ficado menos partidas sem tomar gols (33 gols sofridos em 28 jogos, com 4 partidas sem sofrer gols), ele teve a maior nota dentre os goleiros do campeonato, mesmo com Fábio tendo ficado 10 partidas sem sofrer gols (46 gols sofridos em 34 jogos, 10 partidas sem sofrer gols). Mas claro, temos que considerar que ficar menos partidas sem tomar gols não necessariamente significa que você é o pior goleiro, pode ser um indicador de que seu sistema defensivo é mal organizado.
O Fábio poderia sim ter ido para a Copa das Confederações de 2009 no lugar do Victor ou no lugar do Heurelho Gomes que era um dos melhores goleiros da Premier League até então, mas não acho absurdo algum esses dois terem ido no lugar dele, a diferença de nível do Fábio pro Victor e pro Heurelho Gomes naquela época era muito pequena ao meu ver. Também haviam outras opções para a Copa das Confederações daquele ano como Rubinho, goleiro do Genoa de Diego Milito, que foi um dos melhores goleiros da Serie A italiana na temporada 2008-09. O goleiro Helton, do Porto, também poderia ir. Independentemente se o Fábio merecia ou não ter ido para a Copa das Confederações para ser o reserva imediato do Julio César ou o terceiro goleiro, eu acho que ele foi sim melhor que o Victor no Brasileirão de 2009 e merecia sim a Bola de Prata como melhor goleiro, a pontuação foi suspeita ao meu ver.
O Victor também foi parte da Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão, assim como em 2008, e o goleiro Marcos do Palmeiras venceu o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 2009 assim como também venceu em 2008, tendo ficado em quinto lugar na disputa pelo Bola de Prata e ficado em segundo lugar na disputa do Prêmio Craque do Brasileirão para melhor goleiro, atrás de Victor, com o goleiro Bruno ficando em terceiro. Foi um ano azarado para o Fábio tanto coletivamente quanto individualmente, mas resumindo: O Fábio poderia sim ter ido para a Copa das Confederações de 2009, mas o Victor ter ido no lugar dele foi justo. Dida, Rogério Ceni e Marcos já não representavam mais a seleção há um bom tempo, focando em suas carreiras pelos clubes.
Fábio pelo Cruzeiro em 2010:
Individualmente falando, talvez esse tenha sido o melhor ano do Fábio na carreira, apesar de ter sido outro ano frustrante para o Cruzeiro. No Campeonato Mineiro, a equipe foi eliminada na semifinal para o Ipatinga, e na Libertadores caiu nas quartas de final para o São Paulo, tendo perdido por 2 a 0 tanto em casa quanto fora, com Fábio sofrendo 12 gols em 12 jogos e ficando 4 partidas sem sofrer gols. No Brasileirão, o time do Cruzeiro ficou com o vice, abaixo do Fluminense de Dario Conca, Fred e cia, com o Fábio tendo sofrido 34 gols em 36 jogos, ficando 16 partidas sem sofrer gols.
Apesar de tudo, o Fábio ganhou o Troféu Globo Minas como melhor goleiro do Campeonato Mineiro, o Troféu Guará como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, o Troféu Telê Santana como melhor goleiro e melhor jogador do Estado de Minas Gerais e finalmente a Bola de Prata como melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela Placar com uma média final de 6,21. Também foi incluido na Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão, com Julio César do Corinthians tendo vencido o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, de forma totalmente controversa e questionável na minha opinião. A rádio CBN 106.1 também incluiu Fábio na seleção mineira do século XXI naquele ano.
Foi um absurdo o Doni ter sido convocado para a Copa de 2010 e o Fábio ou o Victor não. O mesmo Doni, depois da péssima temporada 2008-09 que teve, virou reserva do Júlio Sérgio na Roma, mas quem foi convocado foi ele, e não aquele que havia ultrapassado ele na hierarquia do próprio clube! O Fábio ou o Victor não terem ido para a Copa de 2010 foi um completo absurdo. Victor, por sinal, foi o goleiro titular da seleção durante todo o resto do ano de 2010 após o fim do torneio. Nem que o Fábio fosse convocado para ser terceiro goleiro, mas o Doni não era pra ter sido chamado de jeito algum. Dida teve uma ótima temporada pelo Milan, mas como não queria mais representar a seleção, as opções viáveis para reserva eram: Fábio (Cruzeiro), Victor (Grêmio), Heurelho Gomes (Tottenham) e o próprio Julio Sérgio (Roma), mas eu pessoalmente convocaria o Fábio para ser o reserva imediato do Julio César e deixaria o Victor/Heurelho Gomes como terceiro goleiro.
O Fábio terminou esse ano sendo, incontestávelmente ao meu ver, o melhor goleiro do Brasil, com o Victor tendo ficado em segundo lugar no Prêmio Craque do Brasileirão para melhor goleiro, com Jefferson em terceiro.
Fábio pelo Cruzeiro em 2011:
Esse ano começou bem, mas terminou uma desgraça.
O Cruzeiro foi campeão mineiro em cima do rival Atlético após ter perdido por 2 a 1 na ida e vencido por 2 a 0 na volta, com Fábio vencendo o Troféu Globo Minas como melhor goleiro da competição. Na Libertadores, o Cruzeiro terminou com a defesa menos vazada da competição, mas caiu de forma surpreendente nas oitavas de final diante do Once Caldas, vencendo por 2 a 1 na ida fora de casa e perdendo por 2 a 0 em casa, com o Fábio tendo sofrido somente 4 gols em 8 jogos, ficando 5 partidas sem sofrer gols. No Brasileirão, o Fábio teve uma das piores temporadas individuais da sua carreira, tendo sofrido 43 gols em 34 jogos e ficado 9 partidas sem tomar gols. Por pouco o Cruzeiro não foi rebaixado, se salvou graças ao fatídico 6 a 1 diante do Atlético-MG na última rodada, onde o Fábio nem participou por estar suspenso. Naquele ano, ele também ganhou o Troféu Guará e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, mas na premiação da Bola de Prata não ficou nem entre os 10 melhores goleiros do Brasileirão.
O Fábio foi convocado para o último amistoso da seleção antes da Copa América de 2011, amistoso este contra a Romênia no dia 8 de junho de 2011, sendo reserva de Victor. Depois foi convocado para o amistoso contra Gana no dia 5 de setembro de 2011, sendo novamente reserva do mesmo. Considerando que a Copa América começou pro Brasil no dia 3 de julho de 2011 e o Campeonato Brasileiro ainda estava no início, o Fábio devia ter sido convocado para a Copa América de 2011 ao meu ver, como reserva do Julio César. Quanto ao terceiro goleiro, devia ser ou o Victor do Grêmio (que foi convocado como o reserva imediato do Julio César) ou o Jefferson do Botafogo (que foi convocado como terceiro goleiro oficialmente). O Heurelho Gomes também podia ser convocado, como foi oficialmente.
Também tinha como opção o Julio César do Corinthians, que nesse ano venceu o Troféu Mesa Redonda como melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, enquanto que o Jefferson foi incluido na Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão e Fernando Prass foi quem venceu a Bola de Prata, e por último, o goleiro Helton, do Porto, também poderia ter sido convocado, após ter tido uma das melhores temporadas da carreira.
Fábio pelo Cruzeiro em 2012:
Esse ano também foi ruim para o Fábio, e teve até rumor que o goleiro iria para o rival Atlético-MG.
O Cruzeiro foi eliminado na semifinal do Mineiro pro América-MG. Nas oitavas da Copa do Brasil, caiu para o Atlético-PR que havia sido rebaixado em 2011. No Brasileirão, pelo menos, o clube melhorou e ficou no meio da tabela, nona colocação. Fábio sofreu 5 gols em 5 jogos na Copa do Brasil, ficando 1 jogo sem sofrer gol e sofreu 51 gols em 37 jogos no Brasileirão, ficando 12 partidas sem sofrer gols. Ainda ganhou o Troféu Guará e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, mesmo não tendo sido eleito o melhor goleiro do Campeonato Mineiro. E novamente, assim como em 2011, não ficou nem entre os 10 melhores goleiros do Campeonato Brasileiro na disputa da Bola de Prata da Placar.
Fábio pelo Cruzeiro em 2013:
Um ano mágico para o Cruzeiro, sem mais má fase e sem mais bater na trave como em 2009 e 2010. Não teve um bom começo, com o Cruzeiro sendo vice no Mineiro pro Atlético, mas pelo menos o Fábio ganhou o Troféu Globo Minas como melhor goleiro da competição. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro foi eliminado de forma surpreendente nas oitavas de final pro Flamengo, que viria a ser o campeão. Fábio sofreu 3 gols em 7 jogos com 4 partidas sem tomar gols no torneio, e no Brasileirão o Cruzeiro finalmente conquistou o titulo nacional após 10 anos, com Fábio tendo ganho a Bola de Prata e sido escolhido para a Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro sofrendo 34 gols em 36 jogos, ficando 15 partidas sem sofrer gols. Jefferson ganhou o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro e ficou em segundo lugar na Bola de Prata.
Apesar disso, Fábio não ganhou o Troféu Guará como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais (o prêmio foi dado a Victor, do Atlético-MG), mas ganhou o Troféu Telê Santana como melhor goleiro e como jogador do ano do Estado de Minas Gerais. O Fábio foi eleito, também, o terceiro melhor jogador daquela edição de Campeonato Brasileiro pela Placar com uma média final de 6,36. Os únicos que ficaram acima dele foram Walter (Goiás) com uma média final de 6,39 e Éverton Ribeiro, também do Cruzeiro, com uma média final de 6,50.
Fábio pelo Cruzeiro em 2014:
O Cabuloso manteve a mesma boa fase do ano anterior.
O Cruzeiro ganhou o Campeonato Mineiro daquele ano de forma invicta, numa final dificil contra o Atlético-MG com dois empates sem gols nos jogos de ida e volta, vencendo o torneio devido a melhor campanha na fase classificatória. Mesmo o Fábio tendo sofrido somente 4 gols em 13 jogos e ficado 9 partidas sem sofrer gols, não foi ele quem ganhou o Troféu Guará como goleiro do Campeonato Mineiro, apesar de ter ganho o Troféu Telê Santana como o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais. Na Copa do Brasil, o Atlético-MG se vingou e foi campeão em cima do Cruzeiro vencendo as duas partidas de ida e volta com o goleiro rival, Victor, sendo eleito o melhor goleiro da competição. Fábio sofreu 10 gols em 8 jogos, ficando 3 partidas sem sofrer gols. Na Libertadores, o Cruzeiro foi eliminado de forma surpreendente diante do San Lorenzo (que viria a ser o campeão) nas quartas de final, com Fábio sofrendo 10 gols em 10 jogos e tendo ficado 3 partidas sem sofrer gols. No Brasileirão, foi bicampeão nacional com o Fábio tendo sofrido 36 gols em 36 jogos e ficado 11 partidas sem sofrer gols, mas quem venceu a Bola de Prata da Placar como o melhor goleiro da competição foi Marcelo Grohe, do Grêmio, que sofreu apenas 21 gols em 35 jogos e ficando 19 partidas sem sofrer gols, sendo o goleiro que sofreu menos gols e que ficou mais partidas sem sofrer gols, levando o Grêmio a ter a defesa menos vazada apesar do clube ficar em sétimo lugar. Grohe também ganhou o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, enquanto que o Jefferson, apesar da péssima campanha do Botafogo que resultou no segundo rebaixamento do clube na história, foi selecionado para a Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão como o melhor goleiro. Por algum motivo o Rogério Ceni foi eleito o Craque da Galera nessa mesma premiação, sendo um dos protagonistas da campanha do São Paulo ao vice campeonato nacional de 2014.
Fábio, mesmo tendo sido bicampeão nacional, ficou somente em quinto lugar na disputa pela Bola de Prata com uma média finalde 6,14. Assim, ficou abaixo de Victor (Atlético-MG), Jefferson (Botafogo), Paulo Victor (Flamengo) e Marcelo Grohe (Grêmio).
O que deve ser debatido aqui é se o Fábio devia ter ido para a Copa do Mundo de 2014, já que após a Copa de 2014 ele perdeu o posto de melhor goleiro do Brasil. Eu não acho que Victor devia ter ido pra Copa de 2014 no lugar do Fábio. Mesmo na Libertadores de 2013, que o Victor foi campeão inédito com o Galo, quem foi eleito o melhor goleiro da competição foi o Martin Silva do vice-campeão Olimpia, Libertadores essa que durou até julho de 2013. No Brasileirão de 2013 que foi até dezembro, o Fábio foi superior. No Campeonato Mineiro de 2014, que foi até abril, também foi superior. Era pra ter sido Julio César como o titular, Fábio como o reserva imediato e Jefferson como o terceiro goleiro, Victor devia ter ficado de fora, não tenho a mínima dúvida que ter levado o Victor e não ter levado o Fábio foi um absurdo, não dava para deixar ele de fora.
Naquele ano, ele também ganhou o Troféu Telê Santana Bolsa de Craques de Melhor Jogador do Ano.
Fábio pelo Cruzeiro em 2015:
O gás do Cruzeiro acabou, muito por conta da venda de jogadores importantes como Marcelo Moreno, Egídio, Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro, Lucas Silva e afins, mas o Fábio até que teve uma boa temporada, individualmente.
Os cruzeirenses foram eliminados na semifinal do estadual pelo Atlético Mineiro. Na Copa do Brasil, caíram nas oitavas para o Palmeiras, perdendo tanto o jogo da ida quanto o da volta. No Brasileirão, o Cruzeiro ficou na oitava posição, mas teve a terceira melhor defesa do Campeonato e Fábio tomou 32 gols em 36 jogos, ficando 12 partidas sem sofrer gols. Na Libertadores, o clube mineiro caiu nas quartas de final para o River Plate, tendo vencido o primeiro jogo por 1 a 0 na Argentina, mas perdido por 3 a 0 em casa na volta, com Fábio tendo sofrido 7 gols em 10 jogos e ficando 7 partidas sem tomar gols, sendo assim o goleiro que ficou mais partidas sem sofrer gols naquele torneio ao lado de Marcelo Barovero, goleiro do River Plate. O Fábio ainda estava atuando em alto nível, mas era evidente de que não estava mais no debate sobre quem era o melhor goleiro do Brasil. Ganhou somente o Troféu Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, tendo o Victor ganho o Troféu Guará. Quem ganhou o Troféu Globo Minas como melhor goleiro do Campeonato Mineiro foi Rodrigo Viana, da Caldense, vice-campeã mineira.
Minha convocação para a Copa América de 2015 quanto aos goleiros seria Jefferson como titular (mesmo estando na Serie B), Grohe como reserva imediato (podia ser o titular de fato, como foi nas primeiras duas partidas da seleção brasileira após o fim da Copa América de 2015) e Victor como terceiro goleiro, o Neto não era pra ter sido convocado e o Diego Alves rompeu os ligamentos cruzados às vesperas do torneio. Grohe naquele ano venceu sua segunda Bola de Prata, por sinal.
Fábio pelo Cruzeiro em 2016:
Temporada desastrosa do Cruzeiro. No Campeonato Mineiro, apesar da campanha invicta na fase classificatória, o clube foi eliminado na semifinal para o América-MG. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro caiu na semifinal pro Grêmio com o Fábio estando ausente por ter rompido os ligamentos laterais do joelho em partida valida pela vigésima segunda rodada do Brasileirão contra o Coritiba onde o Cruzeiro empatou por 2 a 2, com o Fábio saindo de campo já aos 35 minutos do primeiro tempo, quando o jogo já estava 2 a 1 pro Coritiba em Belo Horizonte. No Brasileirão, o Cruzeiro ficou em décimo segundo lugar e Fábio sofreu 33 gols em 19 jogos, ficando somente 2 partidas sem sofrer gols, uma das piores temporadas individuais do Fábio no Brasileirão. Na Copa do Brasil, Fábio sofreu 4 gols em 5 jogos e ficou 2 partidas sem sofrer gols, tendo jogado somente até a terceira eliminatória contra o Vitória onde o Cruzeiro venceu por 2 a 1 tanto na ida quanto na volta.
Nesse ano, Fábio não ganhou nenhum prêmio individual.
Fábio pelo Cruzeiro em 2017:
Um ano ótimo pro Cruzeiro, apesar de terem ficado um tempo sem o Fábio devido a lesão que sofreu no ano passado.
No Mineiro o Fábio jogou somente uma partida enquanto o goleiro Rafael o substituia, e o Cruzeiro acabou sendo vice pro Galo. Na Copa do Brasil, Fábio só voltou a ser titular nas oitavas de final, sendo importantíssimo para a conquista do título tendo defendido um penalti na partida de volta da semifinal contra o Grêmio e outro na partida de volta da final contra o Flamengo, tendo sofrido 6 gols em 7 jogos e ficado 3 partidas sem sofrer gols. O Cruzeiro caiu logo na primeira eliminatória da Sulamericana pro Nacional-PAR, e no Brasileirão, o clube ficou em quinto lugar, se classificando para a Copa Libertadores do ano seguinte, com Fábio sofrendo 31 gols em 32 jogos e ficando 11 partidas sem sofrer gols tendo sido o goleiro com a sexta maior porcentagem de chutes defendidos com 77.1%, apesar de não ter ficado entre os que mais fez defesas.
Ganhou o Troféu Guará e o Troféu Telê Santana como o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais. Os melhores goleiros do Brasil eram, claramente, Vanderlei (Santos) e Cássio (Corinthians), com Vanderlei ganhando a Bola de Prata da Placar e sendo selecionado para a Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão enquanto Cássio venceu o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro.
Fábio pelo Cruzeiro em 2018:
Outro ano ótimo pro Cruzeiro e pra Fábio, até melhor que 2017 ao meu ver.
Finalmente, depois de certo tempo, o Cruzeiro voltaria a ser campeão mineiro em cima do Atlético, com Fábio tendo vencido o Troféu Globo Minas como o melhor goleiro do campeonato tendo sofrido apenas 4 gols em 13 jogos, ficando 11 partidas sem sofrer gols. O Cruzeiro também foi bicampeão da Copa do Brasil vencendo o Corinthians da final com o Fábio sendo importantíssimo na campanha, inclusive sendo o herói da classificação nas quartas de final contra o Santos, pegando todos os penaltis nas cobranças e sendo eleito o melhor goleiro da Copa do Brasil, sofrendo 6 gols em 8 jogos e ficando 3 partidas sem sofrer gols. Na Libertadores, infelizmente, o Cruzeiro caiu nas quartas de final para o Boca Juniors, mas o Fábio foi muito bem na competição. Sofreu somente 5 gols em 9 jogos e ficou 5 partidas sem sofrer gols, tendo sido o goleiro com a sexta maior porcentagem de defesas da competição com 84.4% de chutes defendidos e sendo o quinto goleiro com mais defesas, com 27. No Brasileirão, o Cruzeiro ficou em oitavo lugar, com Fábio tendo 27 gols sofridos em 30 jogos com 9 partidas sem sofrer gols. Foi o goleiro com a nona maior porcentagem de chutes defendidos com 76.0%, sendo também o nono goleiro com mais defesas na competição com 74 defesas.
Fábio venceu, naquele ano, o Troféu Guará e Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais.
Fábio pelo Cruzeiro em 2019:
Um dos piores anos da história do Cruzeiro e da carreira do Fábio.
O ano até começou bem e com altas expectativas após o Cruzeiro ser bicampeão mineiro em cima do Galo com o Fábio vencendo o Troféu Globo Minas como melhor goleiro da competição. Na Libertadores, o Cruzeiro foi eliminado nas oitavas de final pro River Plate nos pênaltis, em casa, porém fez uma excelente campanha na fase de grupos, com Fábio sofrendo somente 2 gols em 8 jogos e ficado 7 partidas sem tomar gols, tomando gol somente na derrota por 2 a 1 em casa sobre o Emelec na ultima partida da fase de grupos. Fábio foi incrível na competição tendo sido o goleiro que teve a maior média de chutes defendidos por uma margem enorme pro segundo colocado, com 96.4% enquanto o segundo colocado, o goleiro Fernando Monetti, do San Lorenzo, teve uma porcentagem de 87.5%. Também foi o oitavo goleiro com mais defesas, com 27. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro caiu na semifinal diante do Internacional, e apesar do Fábio ter sofrido 9 gols em 6 jogos e ficado apenas 1 partida sem sofrer gols, venceu a Luva de Ouro da Copa do Brasil como o melhor goleiro da competição. Mas foi a campanha no Campeonato Brasileiro que sacramentou o desastre.
O Cruzeiro foi rebaixado pela primeira vez na história. Fábio, apesar de não ter ficado entre os 10 goleiros com mais defesas ou com a maior porcentagem de chutes defendidos, foi um dos menos culpados pelo rebaixamento do time, sofrendo 44 gols em 36 jogos e ficando 12 partidas sem sofrer gols. Apesar do desastre que foi a temporada, ainda foi eleito o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, vencendo o Troféu Telê Santana. Seu time era o problema, não ele.
Fábio pelo Cruzeiro em 2020:
Outro ano horrível. Foi tão ruim que já no início do ano o Cruzeiro nem pra semifinal do Campeoanto Mineiro foi. Na Copa do Brasil, caiu na segunda fase pro CRB, tendo perdido o primeiro jogo em casa por 2 a 0 e empatado por 1 a 1 em Maceió. A campanha na Serie B foi desastrosa, com o Cruzeiro ficando em décimo primeiro lugar com Fábio tendo sofrido 30 gols em 36 jogos, ficando 14 partidas sem gols. Fábio não ficou entre os goleiros com maior porcentagem de chutes defendidos, mas foi o sétimo com mais defesas, com 83 defesas ao todo.
Mesmo se levarmos só pro lado individual, essa temporada também não foi tão boa assim pro Fábio, que não ficou nem entre os cinco melhores goleiros da Serie B na premiação do Bola de Prata da Placar. Fábio havia batido 40 anos em 2020, e parecia para muitos que a idade já estava cobrando o preço. Apesar de um ano péssimo, Fábio ainda venceu o Troféu Telê Santana como o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais.
Fábio pelo Cruzeiro em 2021:
Não tenho a menor dúvida de que esse ano foi o pior da história do Cruzeiro. Mas ao contrário do ano anterior, o Cruzeiro chegou até a semifinal do Campeonato Estadual onde foi eliminado pelo América-MG, com o Fábio vencendo o Troféu Globo Minas como o melhor goleiro da competição e também como o melhor jogador, sofrendo 9 gols em 13 jogos e ficando 7 partidas sem sofrer gols. Na Copa do Brasil, porém, mais um vexame: Eliminação nos pênaltis para o Juazeirense na terceira fase. O Cabuloso quase caiu pra Serie C numa campanha desastrosa, ficando em décimo quarto lugar, 5 pontos acima do Remo, primeiro clube na lista dos rebaixados. Fábio sofreu 38 gols em 37 jogos e ficou 14 partidas sem sofrer gols, tendo sido o nono goleiro com mais defesas na competição com 83 defesas, mas não tendo ficado entre os 10 goleiros com maior porcentagem de defesas.
Esse foi o último ano de Fábio no Cruzeiro, pois mesmo tendo renovado o contrato em novembro de 2021 para atuar até dezembro de 2022 com o presidente do clube da época, Sérgio Rodrigues, o Cruzeiro acabou virando SAF no dia 4 de janeiro de 2022 e passou a contar com uma nova administração. O clube mineiro divulgou a lista do elenco masculino do ano de 2021 sem o nome do Fábio, afirmando que estava negociando com o jogador, porém não chegaram a um acordo e no dia 5 veio a notícia de que Fábio não ficaria no clube, com o próprio Fábio dizendo em suas redes sociais "a atual diretoria foi clara que não desejava contar comigo desportivamente para 2022". Fábio saiu de coração partido e perdeu a chance de chegar aos 1000 jogos com a camisa do Cruzeiro e o clube assim perdia, então, o goleiro da história do clube ao lado de Raul Plassmann. Fábio acusou a SAF Cruzeiro de querer encerrar sua carreira mesmo estando apto fisicamente e tecnicamente.
No dia 18 de janeiro, o goleiro matogrossense era anunciado como novo reforço do Fluminense, voltando a atuar num clube da Serie A após 2 anos na Serie B e quase sendo rebaixado para a Serie C em seu ultimo ano no clube. Em fevereiro do mesmo ano, Fábio processou Ronaldo Fenômeno, dono do Cruzeiro SAF, cobrando uma divida de aproximadamente 20 milhões de reais que o clube tinha com ele. O processo foi encerrado em novembro de 2022, com ambos os lados chegando a um acordo.
Fábio pelo Fluminense em 2022:
Essa temporada foi de extrema importância para o Fábio calar a boca da imprensa, da administração do Cruzeiro e daqueles que duvidavam dele, voltando a ser um dos melhores goleiros do Brasil mesmo aos 42 anos.
Apesar de ter sido reserva no Carioca na maior parte do tempo para Marcos Felipe, foi o goleiro titular na final vencida diante do Flamengo tanto no jogo da ida vencido por 2 a 0 quanto no jogo da volta empatado em 1 a 1. Na Copa do Brasil, o Fluminense foi eliminado na semifinal pro Corinthians, com Fábio sofrendo 10 gols em 8 jogos e ficando 3 partidas sem sofrer gols. O time do Fluminense foi um fiasco na pré-Libertadores, caindo diante do Olimpia nos pênaltis, e na fase de grupos da Sulamericana caiu na fase de grupos, que na época, só permitia que o primeiro colocado de cada grupo avançasse. 4 gols em 4 jogos com 1 partida sem sofrer gol na pré-Libertadores, 5 gols sofridos em 6 jogos com 3 partidas sem sofrer gols na Sulamericana pro Fábio. O goleiro e o Fluminense fizeram uma excelente campanha e terminaram na terceira colocação do Campeonato Brasileiro daquele ano, e Fábio, apesar de não ter ficado entre os 10 goleiros com a maior porcentagem de chutes defendidos, foi o quarto goleiro com mais defesas com 112 defesas em 38 jogos, onde sofreu 41 gols e ficou 14 partidas sem sofrer gols.
Na premiação da Bola de Prata da Placar, Fábio foi eleito o sétimo melhor goleiro do país aos plenos 42 anos, ficando abaixo de Santos (Flamengo), Daniel (Internacional), Matheus Cavichioli (América-MG), Weverton (Palmeiras), Fernando Miguel (Fortaleza) e Cássio (Corinthians). Também foi um ano importantíssimo para o Cruzeiro, que foi campeão da Serie B e voltou a elite nacional.
Fábio pelo Fluminense em 2023:
O ano mais glorioso da carreira do Fábio em questão de titulos, e também o mais glorioso da história do clube tricolor carioca.
Começaram o ano sendo bicampeões cariocas, novamente em cima do Flamengo em uma virada heroica vinda de uma derrota de 2 a 0 na ida para uma vitória de 4 a 1 na volta, com Fábio sendo eleito o melhor goleiro da competição. Na Copa do Brasil, porém, o Flamengo se vingou e eliminou o Fluminense nas oitavas de final. No Brasileirão, o Fluminense caiu um pouco de rendimento se comparado ao ano passado, mas ainda ficou na sétima colocação com Fábio tendo sofrido 41 gols em 35 jogos e ficando 12 partidas sem sofrer gols, e apesar de novamente não ter ficado entre os 10 goleiros com a maior porcentagem de chutes defendidos, foi o décimo goleiro com mais defesas na liga com 106 defesas realizadas, empatado com o goleiro Walter, do Cuiabá. Foi na Copa Libertadores que veio o ápice da história do Fluminense e da carreira de Fábio, que após já ter perdido uma final de Libertadores em 2009 onde ele falhou em um dos gols na final, foi uma das peças mais importantes da conquista intercontinental inédita do Flu. O clube foi campeão em cima do Boca Juniors na prorrogação, e apesar da conquista, foi o goleiro Sergio Romero, do próprio Boca, quem foi eleito o melhor goleiro. Fábio tomou 12 gols em 13 jogos e ficou 3 partidas sem sofrer gols, sendo o goleiro que mais fez defesas na competição com 40 ao todo. Não ficou, porém, entre os 10 goleiros com a maior porcentagem de defesas, enquanto que Romero fez 36 defesas e teve a quinta maior porcentagem de defesas da competição com 83.3%.
Na Final do Mundial de Clubes, porém, o Fluminense foi surrado pelo Manchester City por 4 a 0.
Fábio pelo Fluminense em 2024:
Praticamente tudo o que deu certo para o Fluminense em 2023 deu errado em 2024. Antes do desastre, o clube ganhou a Recopa Sulamericana em cima da LDU, tendo perdido por 1 a 0 no Equador e vencido por 2 a 0 no Brasil. O Carioca foi o início do fracasso para o Fluminense na temporada, sendo eliminado na semifinal para o Flamengo. Na Libertadores, o Fluminense foi eliminado pelo Atlético-MG nas quartas de final tendo vencido a ida por 1 a 0 no Rio e perdido a volta por 2 a 0 em BH, com Fábio tendo sofrido 10 gols em 10 jogos, ficando 3 partidas sem sofrer gols. Teve a décima maior porcentagem de chutes defendidos com 74.3% e foi o quarto goleiro com mais defesas na competição com 27. Na Copa do Brasil, caíram nas oitavas diante do Juventude ao terem perdido por 3 a 2 fora de casa e empatado por 2 a 2 no Maracanã.
No Brasileirão foi que veio o susto com o time quase sendo rebaixado, se salvando graças a Fábio, Jhon Arias e Thiago Silva, que chegou no segundo turno. Fábio, até então, teve talvez sua melhor temporada individual no Brasileirão pelo Fluminense, tendo sofrido 37 gols em 37 jogos e ficado 13 partidas sem sofrer gols, sendo o quinto goleiro com a maior porcentagem de defesas (79.8%) e o terceiro goleiro com mais defesas com 130. Infelizmente não ficou entre os 5 melhores goleiros do Brasil na premiação da Bola de Prata da Placar de acordo com as minhas pesquisas, tendo sido John (Botafogo), Hugo Souza (Corinthians), João Ricardo (Fortaleza), Cássio (Corinthians e depois Cruzeiro) e Weverton (Palmeiras) os ranqueados oficialmente. John quem venceu a Bola de Prata e foi escolhido para a Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão, enquanto o Hugo Souza venceu o Troféu Mesa Redonda como melhor goleiro do Campeonato Brasileiro. Se eu tivesse que fazer um Top 10 daquela edição, seria assim:
1. João Ricardo (Fortaleza) (155 defesas, 82.1% de chutes defendidos, 38 partidas, 39 gols sofridos, 13 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.42 de acordo com o Sofascore, média de 4.08 defesas por jogo)
2. Weverton (Palmeiras) (121 defesas, 80.3% de chutes defendidos, 37 partidas, 31 gols sofridos, 16 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.25 de acordo com o Sofascore, média de 3.27 defesas por jogo)
3. John Victor (Botafogo) (92 defesas, 82.1% de chutes defendidos, 34 partidas, 25 gols sofridos, 16 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.19 de acordo com o Sofascore, média de 2.7 defesas por jogo)
4. Léo Jardim (Vasco da Gama) (148 defesas, 72.5% de chutes defendidos, 38 partidas, 56 gols sofridos, 8 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.17 de acordo com o Sofascore, média de 3.89 defesas por jogo)
5. Hugo Souza (Corinthians) (73 defesas, 79.3% de chutes defendidos, 22 partidas, 23 gols sofridos, 7 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.18 de acordo com o Sofascore, média de 3.22 defesas por jogo)
6. Fábio (Fluminense) (130 defesas, 79.8% de chutes defendidos, 37 partidas, 37 gols sofridos, 13 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.19 de acordo com o Sofascore, média de 3.51 defesas por jogo)
7. Cássio (Cruzeiro) (93 defesas, 81.6% de chutes defendidos, 24 partidas, 22 gols sofridos, 7 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.36 de acordo com o Sofascore, média de 3.87 por jogo)
8. Marchesin (Grêmio) (101 defesas, 79.2% de chutes defendidos, 28 partidas, 32 gols sofridos, 8 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.26 de acordo com o Sofascore, média de 3.60 defesas por jogo)
9. Walter (Cuiabá) (129 defesas, 75.7% de chutes defendidos, 36 partidas, 47 gols sofridos, 9 partidas sem sofrer gols, média de 7.21 de acordo com o Sofascore, média de 3.58 defesas por jogo)
10. Cleiton (Bragantino) (106 defesas, 74.3% de chutes defendidos, 31 partidas, 36 gols sofridos, 7 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.30 de acordo com o Sofascore, nota média de 3.41 defesas por jogo)
Fábio pelo Fluminense em 2025:
O clima do clube nesse ano deu uma boa melhorada. O Fluminense chegou na final do Carioca esse ano, perdendo pro Flamengo após uma derrota por 2 a 1 na ida e um empate por 0 a 0 na volta, com o Fábio falhando no primeiro gol. Houve o novo Mundial de Clubes naquele ano, e por incrível que pareça, o Fluminense foi MUITO bem, com o Fábio sendo uns dos destaques. Caíram na semifinal para o Chelsea que viria a ser campeão, com João Pedro, ex-Fluminense, marcando 2 golaços em Fábio, que acabou a competição com 16 defesas em 6 partidas jogadas, 5 gols sofridos e 3 partidas sem sofrer gols, não ficando entre os goleiros com maior porcentagem de chutes defendidos. O Fluminense quase chegou na final da Copa do Brasil, caindo na semifinal para o Vasco nos pênaltis, com o Fábio defendendo o pênalti de Vegetti e terminando a competição com 7 gols sofridos em 10 jogos com 4 partidas sem sofrer gols. Na Sulamericana, o Flu caiu nas quartas de final para o Lanús, mas Fábio foi um dos melhores goleiros da competição. Apenas 3 gols sofridos em 8 jogos com 5 partidas sem sofrer gols, além de ter tido a terceira maior porcentagem de chutes defendidos com 87%.
No Brasileirão, o Fluminense se recuperou do trauma de quase ter sido rebaixado no ano anterior e ficou em quinto lugar, se classificando para a Libertadores. Fábio tomou 39 gols em 38 jogos e ficou 16 partidas sem tomar gols, sendo o goleiro com o segundo maior número de partidas sem ninguém balançar as redes, atrás apenas de Agustin Rossi, do Flamengo. Dessa vez, porém, Fábio não ficou nem entre os goleiros que mais fizeram defesas e nem entre os que tiveram a maior porcentagem de chutes defendidos.
E agora, em 2026, o Fábio foi vice-campeão carioca pro Flamengo novamente, dessa vez nos pênaltis, com Fábio tendo defendido a cobrança de Luiz Araújo. Foi eleito o melhor goleiro e o melhor jogador da competição com 5 gols sofridos em 8 jogos, ficando 4 partidas sem sofrer gols. Apesar disso, porém, não foi ele o goleiro melhor pontuado no Sofascore, e sim Léo Jardim, do Vasco. Fábio teve uma nota média de 6.75 enquanto Léo Jardim teve uma nota média de 7.19. Fluminense e o clube estão muito bem no ano, apesar da virada histórica sofrida ante-ontem diante do Vasco. Vitória do cruzmaltino por 3 a 2.
Minha opinião quanto ao Fábio é a seguinte: É um goleiro histórico? Sim! É superestimado? Sim! Merecia ter tido mais oportunidades pela seleção? Sim! Fábio vem se mantendo como um dos melhores goleiros do Campeonato Brasileiro desde 2003/2004, e irá fazer 46 esse ano, com contrato até 2027 com o Fluminense. Essa longevidade é justamente o motivo pelo qual ele é superestimado, mas merecia sim ter tido mais oportunidades pela seleção e até mesmo ter jogado torneios, como a Copa América de 2011 e a Copa do Mundo de 2014. Dá para debater se ele merecia ou não ir para a Copa das Confederações de 2009 e para a Copa do Mundo de 2010, onde eu pessoalmente acho que não houve problema algum no Victor e Heurelho terem ido no lugar dele em 2009, mas o Doni ter ido em 2010 no lugar do Fábio ou do Victor foi um absurdo. Fábio foi melhor que goleiros como Diego Alves ao meu ver. Se tivesse ido para a Europa, teria sido um dos melhores goleiros de qualquer uma das 5 grandes ligas (Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha e França), mas não acho que entraria entre os melhores goleiros do mundo. A não ida do Fábio para a Copa América de 2011 também é debatível.
Enfim, essa é a minha opinião quanto ao Fábio. É minha primeira postagem depois de MUITO TEMPO, MUITO TEMPO mesmo. Quem sabe eu não volte depois?
Por sinal, quem foi melhor/maior pelo Cruzeiro? Fábio ou Raul Plassmann? Vou deixar essa pra vocês refletirem sobre.
Tchau!
Mas não é sobre mim essa postagem. E sim sobre Fábio, um dos goleiros mais históricos da história do futebol brasileiro e por que não, do futebol em geral? Eu sempre ouço muita gente falando bem sobre ele, que é melhor que o Alisson, que o Ederson, que merecia ir pra Copa do Mundo, que isso e aquilo, então nessa postagem eu irei analisar a carreira do Fábio como um todo para analisar e mostrar a verdade sobre Fábio Deivson Lopes Maciel.
Por sinal, pais de todo o Brasil, parem de dar nomes esquizofrênicos pros filhos de vocês. O que é Deivson? Fábio Davi Lopes Maciel é muito melhor. Eu sempre achei que o Fábio era mineiro, só há poucos dias atrás eu descobri que é matogrossense.
Fábio pelo União Bandeirante em 1997:
Foi o clube que revelou o Fábio ao futebol profissional, tendo o jovem goleiro feito 30 jogos naquele ano. Jogaram o Campeonato Paranaense onde o Paraná Clube foi o campeão, com o clube de Fábio ficando em sexto lugar. O clube da cidade de Bandeirantes também disputou a Serie C, caindo na terceira fase para o Uberlândia nos pênaltis.
Em setembro daquele ano, o Fábio disputou a Copa do Mundo sub-17 com a seleção brasileira, sendo campeões ao vencerem Gana na final por 2 a 1, em Cairo, Egito. Fábio sofreu somente 2 gols em 6 jogos e ficou 4 partidas sem sofrer gols, sendo considerado um dos melhores goleiros sub-17 do mundo. Naquele mesmo torneio também participaram outros 2 goleiros históricos: Iker Casillas, um dos melhores goleiros da história do futebol e Roman Weidenfeller, um dos melhores goleiros da história do Borussia Dortmund. Fábio foi escolhido por muitos dos que assistiram o torneio como o melhor goleiro da competição. Fábio também disputou o Campeonato Sul-Americano sub-17 como titular pelo Brasil, sendo campeão. O melhor goleiro da competição, porém, foi o argentino Franco Constanzo.
Dentre os 30 jogos do Fábio pelo União Bandeirante, 20 foram pelo Campeonato Paranaense e 10 foram pela Serie C.
Fábio em 1998:
Foi emprestado para o Atlético Paranaense, que foi o campeão estadual daquele ano encerrando a sequência do Paraná Clube. O goleiro titular era Flávio Pantera. Fábio não jogou nenhuma partida. Realmente não tenho nada a declarar aqui KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Fábio em 1999:
Voltou para o União Bandeirante após o fim do empréstimo. Em abril, jogou a Copa do Mundo sub-20 onde o Brasil caiu nas quartas de final para o Uruguai, com Fábio tendo sofrido 5 gols em 5 jogos e ficado 2 partidas sem sofrer gols. Algumas fontes dizem que ele foi emprestado para o Cruzeiro em 1999 enquanto outras dizem que foi emprestado para o Atletico Paranaense, mas como ele jogou pelo Cruzeiro em março de 2000, provavelmente o empréstimo foi para o Cruzeiro mesmo. Mas ainda assim, sem oportunidades.
Fábio pelo Cruzeiro e Vasco em 2000:
Fez sua única aparição pelo Cruzeiro em seu empréstimo num amistoso contra o Universal-RJ, em vitória por 2 a 0 do clube mineiro. Foi campeão da Copa do Brasil sendo reserva de André Doring.
Logo depois, foi emprestado e depois comprado pelo Vasco junto ao União Bandeirante para ser o terceiro goleiro, estando abaixo de Márcio e Helton. Estreou no dia 14 de outubro de 2000, num empate contra o Santos por 1 a 1, fora de casa, onde defendeu uma cobrança de pênalti de Edmundo, que havia jogado no Vasco no início daquele ano (o juiz mandou voltar o lance, e na segunda cobrança o Edmundo mandou na trave). Jogou somente 3 partidas, as 3 pela Copa João Havelange (o Brasileirão daquele ano) em que o timaço do Vasco foi campeão.
Fábio pelo Vasco em 2001:
Deu uma boa evoluída. Foi o goleiro titular do Vasco no Rio-São Paulo de 2001 (onde o Vasco caiu na fase de grupos) e também jogou 5 partidas no Campeonato Carioca daquele ano, em que o Vasco foi vice pro Flamengo. Virou o reserva imediato de Helton, com Márcio virando o terceiro goleiro.
Fez sua estreia na Libertadores no dia 20 de abril de 2001 em vitória por 3 a 2 do Gigante da Colina sobre o Táchira, em casa. Também jogou o jogo seguinte contra o Peñarol, em que o Vasco venceu por 3 a 1 fora de casa. Fez também duas partidas pelo Brasileirão naquele ano, jogando como titular contra seu ex-clube Atlético-PR na vitória por 4 a 0 do Vasco. O Atlético-PR viria a ser o campeão brasileiro daquele ano. Ao todo, Fábio fez 13 partidas em 2001.
Fábio pelo Vasco em 2002:
Assumiu a titularidade no lugar de Helton na quinta rodada do Brasileirão de 2002 após o mesmo Helton sair do Vasco, mas ainda foi reserva no Campeonato Carioca. O clube em si teve um ano muito ruim coletivamente, muito pelo fato de Romário, seu principal jogador, ter saído no meio da temporada para o Fluminense, além de outros que saíram. Fábio sofreu 32 gols em 21 jogos no Brasileirão, tendo ficado 5 partidas sem sofrer gols. Finalmente voltou a ser titular de algum clube.
Fábio pelo Vasco em 2003:
Nesse ano, o Vasco foi campeão Carioca com o Fábio sendo uma das peças mais importantes da campanha e tendo sido eleito, por muitos, o melhor goleiro da competição. Foi convocado para a Copa das Confederações de 2003 após a décima segunda rodada do Brasileirão contra o Juventude que terminou num empate sem gols fora de casa, sendo reserva imediato de Dida, na época tido como o melhor goleiro do mundo ao lado de Buffon, com Julio César, do Flamengo, sendo o terceiro goleiro. O Brasil encerrou sua campanha ainda na fase de grupos.
Apesar do Vasco ter Marcelinho Carioca, um dos melhores jogadores em solo nacional, como seu protagonista, o time teve uma péssima campanha no Brasileirão, ficando em décimo sétimo lugar (na época, eram 24 times que disputavam o Brasileirão e apenas os 2 últimos eram rebaixados), e na Copa do Brasil foi eliminado nas quartas de final para o Cruzeiro. Fábio sofreu 67 gols em 44 jogos no Brasileirão, com 12 partidas sem sofrer gols. Na Copa do Brasil foram 5 gols sofridos em 7 jogos, com 4 partidas sem sofrer gols.
Fábio pelo Vasco em 2004: Em 2004, o Vasco chegou a mais uma final de Campeonato Carioca, mas dessa vez o time foi vice-campeão para o Flamengo do goleiro Julio César. Ambos foram convocados para a Copa América de 2004 onde o Brasil foi campeão, com Julio César tendo sido o titular e Fábio seu reserva. Fábio também foi convocado em outras oportunidades naquele ano para as eliminatórias contra Bolivia e um amistoso contra a Alemanha, ainda sendo reserva do goleiro flamenguista.
Foi um ano bem conturbado para o Fábio pelo Vasco, pois o mesmo foi impedido de jogar pelo presidente Eurico Miranda que o acusou de não ter se reapresentado ao clube após a convocação para a seleção brasileira, não podendo assinar com outro clube devido ao regulamento da época, que o deixou quatro meses parado sem poder atuar. Assim, o goleiro acabou processando o clube. Fábio sofreu 22 gols em 19 jogos no Brasileirão de 2004, tendo ficado 3 partidas sem sofrer gols. Sua última partida pelo Vasco foi no empate em 1 a 1 contra o Fluminense em casa, no dia 29 de agosto de 2004. Os jogos da seleção brasileira contra Bolivia e Alemanha foram no dia 5 e 8 de setembro daquele ano, respectivamente, e após isso o Fábio nunca mais jogou pelo Vasco.
Fábio pelo Cruzeiro em 2005:
Após todo esse problema envolvendo o Fábio com o Vasco e Eurico Miranda, o goleiro foi para o Cruzeiro, já se firmando como titular absoluto. No Campeonato Mineiro, a raposa foi vice para o Ipatinga com o goleiro Bruno tendo sido eleito a revelação do campeonato e também o melhor goleiro. O clube fez uma boa campanha no Brasileirão, tendo terminado em oitavo lugar com Fábio tendo sofrido 66 gols em 39 jogos, ficando 10 partidas sem sofrer gols. O time também foi muito bem na Copa do Brasil, mas foi eliminado na semifinal para o Paulista de Jundiaí que viria a ser campeão em cima do Fluminense, com Fábio tendo sofrido 9 gols em 9 jogos e ficado 5 partidas sem sofrer gols.
Bruno, por sinal, foi eleito o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais e um dos melhores do Campeonato Brasileiro de 2005 atuando pelo Atlético-MG na competição, apesar do rebaixamento do clube. Nesse ano, Fábio foi eleito o quarto melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela revista Placar na disputa pelo Bola de Prata, com uma média final de 5,88 de acordo com a cruzeiropedia.org.
Fábio pelo Cruzeiro em 2006:
Nesse ano, o Cruzeiro não ficou sem titulos. Foi campeão mineiro tendo se vingado do Ipatinga na final, com grande performance de Fábio na competição. O time fez mais uma campanha regular no Brasileirão, ficando em décimo lugar com Fábio tendo sofrido 41 gols em 36 jogos, ficando 9 partidas sem sofrer gols. O time foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil para o Fluminense e nas eliminatórias da Sul-Americana para o Santos.
Fábio teve o melhor ano individual da sua carreira até então, tendo ganho o Troféu Globo Minas como o melhor goleiro do Campeonato Mineiro, o Troféu Guará como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro e melhor jogador do Estado de Minas Gerais. Ainda no mesmo ano, Fábio foi convocado para a seleção brasileira para três amistosos contra Noruega, Argentina e País de Gales nos dias 16 de agosto, 2 de setembro e 5 de setembro daquele ano, sendo reserva de Heurelho Gomes, agora goleiro do PSV. Foi eleito o sexto melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela revista Placar na disputa pelo Bola de Prata com uma média final de 5,83 de acordo com a cruzeiropedia.org.
Fábio pelo Cruzeiro em 2007:
Foi esse ano que o Fábio sofreu o tal "gol de costas" na final do Mineiro contra o Atlético-MG, onde o Cruzeiro foi massacrado e a torcida queria ele embora do time imediatamente, vendo o episódio do "gol de costas" como uma completa falta de respeito e comprometimento do goleiro para com o clube e a torcida. Era tanta a pressão para ele ir embora que o tecnico Dorival Jr o pôs como reserva de Lauro e Gatti, mas após time haver tomado 22 gols em 10 jogos no Brasileirão, Fábio reassumiu a titularidade na décima primeira rodada onde o Cruzeiro venceu o Goiás em casa por 2 a 1.
Se redimiu após aquele episódio e o Cruzeiro teve uma campanha ótima, ficando em quinto lugar no Brasileirão com Fábio levando 36 gols em 28 jogos e ficando 7 partidas sem sofrer gols, com o clube se classificando para a Copa Libertadores do ano seguinte. O Cruzeiro foi eliminado pelo mesmo Goiás nas eliminatórias da Sul-Americana, e na Copa do Brasil foi eliminado nas oitavas pelo Brasiliense. Apesar do caos que foi o início do ano devido ao episódio já mencionado anteriormente, Fábio se recuperou e permanecia como um dos melhores goleiros do Brasil, apesar de Diego Alves ter sido eleito o melhor goleiro do Campeonato Mineiro e também o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais naquele ano mesmo tendo ido para a Europa após a décima terceira rodada do Brasileirão onde o Vasco venceu o Atlético-MG por 4 a 0 no Rio.
Fábio foi eleito o quinto melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela revista Placar na disputa pelo Bola de Prata com uma média final de 5,86. Ficou atrás de Bruno (Flamengo), Diego Cavalieri (Palmeiras), Felipe (Corinthians) e Rogério Ceni (São Paulo).
Fábio pelo Cruzeiro em 2008:
Um ano excelente para o Cruzeiro e também para o Fábio, que até então teve a melhor temporada individual da carreira. O clube mineiro foi campeão estadual de forma dominante dando uma surra no Atlético-MG na final, tendo o Fábio recebido o Troféu Globo Minas como melhor goleiro do campeonato. O Cruzeiro também terminou em terceiro no Brasileirão com Fábio sofrendo 44 gols em 38 jogos, ficando 12 partidas sem sofrer gols. Na Libertadores daquele ano, o Cruzeiro caiu nas oitavas para o atual campeão Boca Juniors, com o Fábio sofrendo 14 gols em 10 jogos e ficando 3 partidas sem sofrer gols.
Venceu o Troféu Guará como o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro e melhor jogador do ano do Estado de Minas Gerais. Foi eleito o terceiro melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela revista Placar na disputa pelo Bola de Prata com uma média final de 6,15. Com essa média, ficou atrás de Victor do Grêmio em segundo e Rogério Ceni em primeiro na disputa pela Bola de Prata da Placar como melhor goleiro, em geral sendo eleito o quinto melhor jogador do Campeonato Brasileiro daquele ano enquanto que Victor foi eleito o terceiro melhor jogador e Rogério Ceni sendo eleito o Bola de Ouro da Placar como melhor jogador da liga.
Fábio pelo Cruzeiro em 2009:
Outro bom ano para o Cruzeiro e também para Fábio, apesar de frustrante.
O time foi bicampeão mineiro, com Fábio sendo novamente eleito o melhor goleiro da competição. No Brasileirão, a equipe ficou em quarto lugar, se classificando para a primeira fase da Copa Libertadores de 2010, com Fábio sofrendo 46 gols em 34 jogos e ficando 10 partidas sem sofrer gols. A Copa Libertadores de 2009 foi o que tornou a temporada frustrante de fato para o Cruzeiro e para Fábio. O time mineiro chegou na final para enfrentar o Estudiantes, e após um 0 a 0 na Argentina onde o Fábio fez talvez a melhor atuação da sua carreira, perderam em casa por 2 a 1 de virada, com o Fábio tendo falhado pateticamente no primeiro gol do Estudiantes. No primeiro jogo, por sinal, o jogador Kleber do Cruzeiro perdeu uma chance inacreditável. Ainda assim, Fábio foi um dos melhores goleiros disparados da competição, apesar do goleiro do Estudiantes ter sido eleito o melhor do torneio. Fábio sofreu 12 gols em 14 jogos, ficando 7 partidas sem sofrer gols. Naquele ano, venceu o Troféu Guará e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais.
Quanto a disputa pelo prêmio da Bola de Prata da revista Placar, Fábio ficou em segundo lugar atrás somente de Victor, do Grêmio, com Fábio tendo ficado com uma média final de 5,93 e Victor com uma média final de 6,04 de acordo com a cruzeiropedia.org. Foi uma premiação, ao meu ver, controversa, pois apesar do Victor ter ficado menos partidas sem tomar gols (33 gols sofridos em 28 jogos, com 4 partidas sem sofrer gols), ele teve a maior nota dentre os goleiros do campeonato, mesmo com Fábio tendo ficado 10 partidas sem sofrer gols (46 gols sofridos em 34 jogos, 10 partidas sem sofrer gols). Mas claro, temos que considerar que ficar menos partidas sem tomar gols não necessariamente significa que você é o pior goleiro, pode ser um indicador de que seu sistema defensivo é mal organizado.
O Fábio poderia sim ter ido para a Copa das Confederações de 2009 no lugar do Victor ou no lugar do Heurelho Gomes que era um dos melhores goleiros da Premier League até então, mas não acho absurdo algum esses dois terem ido no lugar dele, a diferença de nível do Fábio pro Victor e pro Heurelho Gomes naquela época era muito pequena ao meu ver. Também haviam outras opções para a Copa das Confederações daquele ano como Rubinho, goleiro do Genoa de Diego Milito, que foi um dos melhores goleiros da Serie A italiana na temporada 2008-09. O goleiro Helton, do Porto, também poderia ir. Independentemente se o Fábio merecia ou não ter ido para a Copa das Confederações para ser o reserva imediato do Julio César ou o terceiro goleiro, eu acho que ele foi sim melhor que o Victor no Brasileirão de 2009 e merecia sim a Bola de Prata como melhor goleiro, a pontuação foi suspeita ao meu ver.
O Victor também foi parte da Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão, assim como em 2008, e o goleiro Marcos do Palmeiras venceu o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 2009 assim como também venceu em 2008, tendo ficado em quinto lugar na disputa pelo Bola de Prata e ficado em segundo lugar na disputa do Prêmio Craque do Brasileirão para melhor goleiro, atrás de Victor, com o goleiro Bruno ficando em terceiro. Foi um ano azarado para o Fábio tanto coletivamente quanto individualmente, mas resumindo: O Fábio poderia sim ter ido para a Copa das Confederações de 2009, mas o Victor ter ido no lugar dele foi justo. Dida, Rogério Ceni e Marcos já não representavam mais a seleção há um bom tempo, focando em suas carreiras pelos clubes.
Fábio pelo Cruzeiro em 2010:
Individualmente falando, talvez esse tenha sido o melhor ano do Fábio na carreira, apesar de ter sido outro ano frustrante para o Cruzeiro. No Campeonato Mineiro, a equipe foi eliminada na semifinal para o Ipatinga, e na Libertadores caiu nas quartas de final para o São Paulo, tendo perdido por 2 a 0 tanto em casa quanto fora, com Fábio sofrendo 12 gols em 12 jogos e ficando 4 partidas sem sofrer gols. No Brasileirão, o time do Cruzeiro ficou com o vice, abaixo do Fluminense de Dario Conca, Fred e cia, com o Fábio tendo sofrido 34 gols em 36 jogos, ficando 16 partidas sem sofrer gols.
Apesar de tudo, o Fábio ganhou o Troféu Globo Minas como melhor goleiro do Campeonato Mineiro, o Troféu Guará como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, o Troféu Telê Santana como melhor goleiro e melhor jogador do Estado de Minas Gerais e finalmente a Bola de Prata como melhor goleiro do Campeonato Brasileiro pela Placar com uma média final de 6,21. Também foi incluido na Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão, com Julio César do Corinthians tendo vencido o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, de forma totalmente controversa e questionável na minha opinião. A rádio CBN 106.1 também incluiu Fábio na seleção mineira do século XXI naquele ano.
Foi um absurdo o Doni ter sido convocado para a Copa de 2010 e o Fábio ou o Victor não. O mesmo Doni, depois da péssima temporada 2008-09 que teve, virou reserva do Júlio Sérgio na Roma, mas quem foi convocado foi ele, e não aquele que havia ultrapassado ele na hierarquia do próprio clube! O Fábio ou o Victor não terem ido para a Copa de 2010 foi um completo absurdo. Victor, por sinal, foi o goleiro titular da seleção durante todo o resto do ano de 2010 após o fim do torneio. Nem que o Fábio fosse convocado para ser terceiro goleiro, mas o Doni não era pra ter sido chamado de jeito algum. Dida teve uma ótima temporada pelo Milan, mas como não queria mais representar a seleção, as opções viáveis para reserva eram: Fábio (Cruzeiro), Victor (Grêmio), Heurelho Gomes (Tottenham) e o próprio Julio Sérgio (Roma), mas eu pessoalmente convocaria o Fábio para ser o reserva imediato do Julio César e deixaria o Victor/Heurelho Gomes como terceiro goleiro.
O Fábio terminou esse ano sendo, incontestávelmente ao meu ver, o melhor goleiro do Brasil, com o Victor tendo ficado em segundo lugar no Prêmio Craque do Brasileirão para melhor goleiro, com Jefferson em terceiro.
Fábio pelo Cruzeiro em 2011:
Esse ano começou bem, mas terminou uma desgraça.
O Cruzeiro foi campeão mineiro em cima do rival Atlético após ter perdido por 2 a 1 na ida e vencido por 2 a 0 na volta, com Fábio vencendo o Troféu Globo Minas como melhor goleiro da competição. Na Libertadores, o Cruzeiro terminou com a defesa menos vazada da competição, mas caiu de forma surpreendente nas oitavas de final diante do Once Caldas, vencendo por 2 a 1 na ida fora de casa e perdendo por 2 a 0 em casa, com o Fábio tendo sofrido somente 4 gols em 8 jogos, ficando 5 partidas sem sofrer gols. No Brasileirão, o Fábio teve uma das piores temporadas individuais da sua carreira, tendo sofrido 43 gols em 34 jogos e ficado 9 partidas sem tomar gols. Por pouco o Cruzeiro não foi rebaixado, se salvou graças ao fatídico 6 a 1 diante do Atlético-MG na última rodada, onde o Fábio nem participou por estar suspenso. Naquele ano, ele também ganhou o Troféu Guará e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, mas na premiação da Bola de Prata não ficou nem entre os 10 melhores goleiros do Brasileirão.
O Fábio foi convocado para o último amistoso da seleção antes da Copa América de 2011, amistoso este contra a Romênia no dia 8 de junho de 2011, sendo reserva de Victor. Depois foi convocado para o amistoso contra Gana no dia 5 de setembro de 2011, sendo novamente reserva do mesmo. Considerando que a Copa América começou pro Brasil no dia 3 de julho de 2011 e o Campeonato Brasileiro ainda estava no início, o Fábio devia ter sido convocado para a Copa América de 2011 ao meu ver, como reserva do Julio César. Quanto ao terceiro goleiro, devia ser ou o Victor do Grêmio (que foi convocado como o reserva imediato do Julio César) ou o Jefferson do Botafogo (que foi convocado como terceiro goleiro oficialmente). O Heurelho Gomes também podia ser convocado, como foi oficialmente.
Também tinha como opção o Julio César do Corinthians, que nesse ano venceu o Troféu Mesa Redonda como melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, enquanto que o Jefferson foi incluido na Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão e Fernando Prass foi quem venceu a Bola de Prata, e por último, o goleiro Helton, do Porto, também poderia ter sido convocado, após ter tido uma das melhores temporadas da carreira.
Fábio pelo Cruzeiro em 2012:
Esse ano também foi ruim para o Fábio, e teve até rumor que o goleiro iria para o rival Atlético-MG.
O Cruzeiro foi eliminado na semifinal do Mineiro pro América-MG. Nas oitavas da Copa do Brasil, caiu para o Atlético-PR que havia sido rebaixado em 2011. No Brasileirão, pelo menos, o clube melhorou e ficou no meio da tabela, nona colocação. Fábio sofreu 5 gols em 5 jogos na Copa do Brasil, ficando 1 jogo sem sofrer gol e sofreu 51 gols em 37 jogos no Brasileirão, ficando 12 partidas sem sofrer gols. Ainda ganhou o Troféu Guará e o Troféu Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, mesmo não tendo sido eleito o melhor goleiro do Campeonato Mineiro. E novamente, assim como em 2011, não ficou nem entre os 10 melhores goleiros do Campeonato Brasileiro na disputa da Bola de Prata da Placar.
Fábio pelo Cruzeiro em 2013:
Um ano mágico para o Cruzeiro, sem mais má fase e sem mais bater na trave como em 2009 e 2010. Não teve um bom começo, com o Cruzeiro sendo vice no Mineiro pro Atlético, mas pelo menos o Fábio ganhou o Troféu Globo Minas como melhor goleiro da competição. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro foi eliminado de forma surpreendente nas oitavas de final pro Flamengo, que viria a ser o campeão. Fábio sofreu 3 gols em 7 jogos com 4 partidas sem tomar gols no torneio, e no Brasileirão o Cruzeiro finalmente conquistou o titulo nacional após 10 anos, com Fábio tendo ganho a Bola de Prata e sido escolhido para a Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro sofrendo 34 gols em 36 jogos, ficando 15 partidas sem sofrer gols. Jefferson ganhou o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro e ficou em segundo lugar na Bola de Prata.
Apesar disso, Fábio não ganhou o Troféu Guará como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais (o prêmio foi dado a Victor, do Atlético-MG), mas ganhou o Troféu Telê Santana como melhor goleiro e como jogador do ano do Estado de Minas Gerais. O Fábio foi eleito, também, o terceiro melhor jogador daquela edição de Campeonato Brasileiro pela Placar com uma média final de 6,36. Os únicos que ficaram acima dele foram Walter (Goiás) com uma média final de 6,39 e Éverton Ribeiro, também do Cruzeiro, com uma média final de 6,50.
Fábio pelo Cruzeiro em 2014:
O Cabuloso manteve a mesma boa fase do ano anterior.
O Cruzeiro ganhou o Campeonato Mineiro daquele ano de forma invicta, numa final dificil contra o Atlético-MG com dois empates sem gols nos jogos de ida e volta, vencendo o torneio devido a melhor campanha na fase classificatória. Mesmo o Fábio tendo sofrido somente 4 gols em 13 jogos e ficado 9 partidas sem sofrer gols, não foi ele quem ganhou o Troféu Guará como goleiro do Campeonato Mineiro, apesar de ter ganho o Troféu Telê Santana como o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais. Na Copa do Brasil, o Atlético-MG se vingou e foi campeão em cima do Cruzeiro vencendo as duas partidas de ida e volta com o goleiro rival, Victor, sendo eleito o melhor goleiro da competição. Fábio sofreu 10 gols em 8 jogos, ficando 3 partidas sem sofrer gols. Na Libertadores, o Cruzeiro foi eliminado de forma surpreendente diante do San Lorenzo (que viria a ser o campeão) nas quartas de final, com Fábio sofrendo 10 gols em 10 jogos e tendo ficado 3 partidas sem sofrer gols. No Brasileirão, foi bicampeão nacional com o Fábio tendo sofrido 36 gols em 36 jogos e ficado 11 partidas sem sofrer gols, mas quem venceu a Bola de Prata da Placar como o melhor goleiro da competição foi Marcelo Grohe, do Grêmio, que sofreu apenas 21 gols em 35 jogos e ficando 19 partidas sem sofrer gols, sendo o goleiro que sofreu menos gols e que ficou mais partidas sem sofrer gols, levando o Grêmio a ter a defesa menos vazada apesar do clube ficar em sétimo lugar. Grohe também ganhou o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro, enquanto que o Jefferson, apesar da péssima campanha do Botafogo que resultou no segundo rebaixamento do clube na história, foi selecionado para a Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão como o melhor goleiro. Por algum motivo o Rogério Ceni foi eleito o Craque da Galera nessa mesma premiação, sendo um dos protagonistas da campanha do São Paulo ao vice campeonato nacional de 2014.
Fábio, mesmo tendo sido bicampeão nacional, ficou somente em quinto lugar na disputa pela Bola de Prata com uma média finalde 6,14. Assim, ficou abaixo de Victor (Atlético-MG), Jefferson (Botafogo), Paulo Victor (Flamengo) e Marcelo Grohe (Grêmio).
O que deve ser debatido aqui é se o Fábio devia ter ido para a Copa do Mundo de 2014, já que após a Copa de 2014 ele perdeu o posto de melhor goleiro do Brasil. Eu não acho que Victor devia ter ido pra Copa de 2014 no lugar do Fábio. Mesmo na Libertadores de 2013, que o Victor foi campeão inédito com o Galo, quem foi eleito o melhor goleiro da competição foi o Martin Silva do vice-campeão Olimpia, Libertadores essa que durou até julho de 2013. No Brasileirão de 2013 que foi até dezembro, o Fábio foi superior. No Campeonato Mineiro de 2014, que foi até abril, também foi superior. Era pra ter sido Julio César como o titular, Fábio como o reserva imediato e Jefferson como o terceiro goleiro, Victor devia ter ficado de fora, não tenho a mínima dúvida que ter levado o Victor e não ter levado o Fábio foi um absurdo, não dava para deixar ele de fora.
Naquele ano, ele também ganhou o Troféu Telê Santana Bolsa de Craques de Melhor Jogador do Ano.
Fábio pelo Cruzeiro em 2015:
O gás do Cruzeiro acabou, muito por conta da venda de jogadores importantes como Marcelo Moreno, Egídio, Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro, Lucas Silva e afins, mas o Fábio até que teve uma boa temporada, individualmente.
Os cruzeirenses foram eliminados na semifinal do estadual pelo Atlético Mineiro. Na Copa do Brasil, caíram nas oitavas para o Palmeiras, perdendo tanto o jogo da ida quanto o da volta. No Brasileirão, o Cruzeiro ficou na oitava posição, mas teve a terceira melhor defesa do Campeonato e Fábio tomou 32 gols em 36 jogos, ficando 12 partidas sem sofrer gols. Na Libertadores, o clube mineiro caiu nas quartas de final para o River Plate, tendo vencido o primeiro jogo por 1 a 0 na Argentina, mas perdido por 3 a 0 em casa na volta, com Fábio tendo sofrido 7 gols em 10 jogos e ficando 7 partidas sem tomar gols, sendo assim o goleiro que ficou mais partidas sem sofrer gols naquele torneio ao lado de Marcelo Barovero, goleiro do River Plate. O Fábio ainda estava atuando em alto nível, mas era evidente de que não estava mais no debate sobre quem era o melhor goleiro do Brasil. Ganhou somente o Troféu Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, tendo o Victor ganho o Troféu Guará. Quem ganhou o Troféu Globo Minas como melhor goleiro do Campeonato Mineiro foi Rodrigo Viana, da Caldense, vice-campeã mineira.
Minha convocação para a Copa América de 2015 quanto aos goleiros seria Jefferson como titular (mesmo estando na Serie B), Grohe como reserva imediato (podia ser o titular de fato, como foi nas primeiras duas partidas da seleção brasileira após o fim da Copa América de 2015) e Victor como terceiro goleiro, o Neto não era pra ter sido convocado e o Diego Alves rompeu os ligamentos cruzados às vesperas do torneio. Grohe naquele ano venceu sua segunda Bola de Prata, por sinal.
Fábio pelo Cruzeiro em 2016:
Temporada desastrosa do Cruzeiro. No Campeonato Mineiro, apesar da campanha invicta na fase classificatória, o clube foi eliminado na semifinal para o América-MG. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro caiu na semifinal pro Grêmio com o Fábio estando ausente por ter rompido os ligamentos laterais do joelho em partida valida pela vigésima segunda rodada do Brasileirão contra o Coritiba onde o Cruzeiro empatou por 2 a 2, com o Fábio saindo de campo já aos 35 minutos do primeiro tempo, quando o jogo já estava 2 a 1 pro Coritiba em Belo Horizonte. No Brasileirão, o Cruzeiro ficou em décimo segundo lugar e Fábio sofreu 33 gols em 19 jogos, ficando somente 2 partidas sem sofrer gols, uma das piores temporadas individuais do Fábio no Brasileirão. Na Copa do Brasil, Fábio sofreu 4 gols em 5 jogos e ficou 2 partidas sem sofrer gols, tendo jogado somente até a terceira eliminatória contra o Vitória onde o Cruzeiro venceu por 2 a 1 tanto na ida quanto na volta.
Nesse ano, Fábio não ganhou nenhum prêmio individual.
Fábio pelo Cruzeiro em 2017:
Um ano ótimo pro Cruzeiro, apesar de terem ficado um tempo sem o Fábio devido a lesão que sofreu no ano passado.
No Mineiro o Fábio jogou somente uma partida enquanto o goleiro Rafael o substituia, e o Cruzeiro acabou sendo vice pro Galo. Na Copa do Brasil, Fábio só voltou a ser titular nas oitavas de final, sendo importantíssimo para a conquista do título tendo defendido um penalti na partida de volta da semifinal contra o Grêmio e outro na partida de volta da final contra o Flamengo, tendo sofrido 6 gols em 7 jogos e ficado 3 partidas sem sofrer gols. O Cruzeiro caiu logo na primeira eliminatória da Sulamericana pro Nacional-PAR, e no Brasileirão, o clube ficou em quinto lugar, se classificando para a Copa Libertadores do ano seguinte, com Fábio sofrendo 31 gols em 32 jogos e ficando 11 partidas sem sofrer gols tendo sido o goleiro com a sexta maior porcentagem de chutes defendidos com 77.1%, apesar de não ter ficado entre os que mais fez defesas.
Ganhou o Troféu Guará e o Troféu Telê Santana como o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais. Os melhores goleiros do Brasil eram, claramente, Vanderlei (Santos) e Cássio (Corinthians), com Vanderlei ganhando a Bola de Prata da Placar e sendo selecionado para a Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão enquanto Cássio venceu o Troféu Mesa Redonda como o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro.
Fábio pelo Cruzeiro em 2018:
Outro ano ótimo pro Cruzeiro e pra Fábio, até melhor que 2017 ao meu ver.
Finalmente, depois de certo tempo, o Cruzeiro voltaria a ser campeão mineiro em cima do Atlético, com Fábio tendo vencido o Troféu Globo Minas como o melhor goleiro do campeonato tendo sofrido apenas 4 gols em 13 jogos, ficando 11 partidas sem sofrer gols. O Cruzeiro também foi bicampeão da Copa do Brasil vencendo o Corinthians da final com o Fábio sendo importantíssimo na campanha, inclusive sendo o herói da classificação nas quartas de final contra o Santos, pegando todos os penaltis nas cobranças e sendo eleito o melhor goleiro da Copa do Brasil, sofrendo 6 gols em 8 jogos e ficando 3 partidas sem sofrer gols. Na Libertadores, infelizmente, o Cruzeiro caiu nas quartas de final para o Boca Juniors, mas o Fábio foi muito bem na competição. Sofreu somente 5 gols em 9 jogos e ficou 5 partidas sem sofrer gols, tendo sido o goleiro com a sexta maior porcentagem de defesas da competição com 84.4% de chutes defendidos e sendo o quinto goleiro com mais defesas, com 27. No Brasileirão, o Cruzeiro ficou em oitavo lugar, com Fábio tendo 27 gols sofridos em 30 jogos com 9 partidas sem sofrer gols. Foi o goleiro com a nona maior porcentagem de chutes defendidos com 76.0%, sendo também o nono goleiro com mais defesas na competição com 74 defesas.
Fábio venceu, naquele ano, o Troféu Guará e Telê Santana como melhor goleiro do Estado de Minas Gerais.
Fábio pelo Cruzeiro em 2019:
Um dos piores anos da história do Cruzeiro e da carreira do Fábio.
O ano até começou bem e com altas expectativas após o Cruzeiro ser bicampeão mineiro em cima do Galo com o Fábio vencendo o Troféu Globo Minas como melhor goleiro da competição. Na Libertadores, o Cruzeiro foi eliminado nas oitavas de final pro River Plate nos pênaltis, em casa, porém fez uma excelente campanha na fase de grupos, com Fábio sofrendo somente 2 gols em 8 jogos e ficado 7 partidas sem tomar gols, tomando gol somente na derrota por 2 a 1 em casa sobre o Emelec na ultima partida da fase de grupos. Fábio foi incrível na competição tendo sido o goleiro que teve a maior média de chutes defendidos por uma margem enorme pro segundo colocado, com 96.4% enquanto o segundo colocado, o goleiro Fernando Monetti, do San Lorenzo, teve uma porcentagem de 87.5%. Também foi o oitavo goleiro com mais defesas, com 27. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro caiu na semifinal diante do Internacional, e apesar do Fábio ter sofrido 9 gols em 6 jogos e ficado apenas 1 partida sem sofrer gols, venceu a Luva de Ouro da Copa do Brasil como o melhor goleiro da competição. Mas foi a campanha no Campeonato Brasileiro que sacramentou o desastre.
O Cruzeiro foi rebaixado pela primeira vez na história. Fábio, apesar de não ter ficado entre os 10 goleiros com mais defesas ou com a maior porcentagem de chutes defendidos, foi um dos menos culpados pelo rebaixamento do time, sofrendo 44 gols em 36 jogos e ficando 12 partidas sem sofrer gols. Apesar do desastre que foi a temporada, ainda foi eleito o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais, vencendo o Troféu Telê Santana. Seu time era o problema, não ele.
Fábio pelo Cruzeiro em 2020:
Outro ano horrível. Foi tão ruim que já no início do ano o Cruzeiro nem pra semifinal do Campeoanto Mineiro foi. Na Copa do Brasil, caiu na segunda fase pro CRB, tendo perdido o primeiro jogo em casa por 2 a 0 e empatado por 1 a 1 em Maceió. A campanha na Serie B foi desastrosa, com o Cruzeiro ficando em décimo primeiro lugar com Fábio tendo sofrido 30 gols em 36 jogos, ficando 14 partidas sem gols. Fábio não ficou entre os goleiros com maior porcentagem de chutes defendidos, mas foi o sétimo com mais defesas, com 83 defesas ao todo.
Mesmo se levarmos só pro lado individual, essa temporada também não foi tão boa assim pro Fábio, que não ficou nem entre os cinco melhores goleiros da Serie B na premiação do Bola de Prata da Placar. Fábio havia batido 40 anos em 2020, e parecia para muitos que a idade já estava cobrando o preço. Apesar de um ano péssimo, Fábio ainda venceu o Troféu Telê Santana como o melhor goleiro do Estado de Minas Gerais.
Fábio pelo Cruzeiro em 2021:
Não tenho a menor dúvida de que esse ano foi o pior da história do Cruzeiro. Mas ao contrário do ano anterior, o Cruzeiro chegou até a semifinal do Campeonato Estadual onde foi eliminado pelo América-MG, com o Fábio vencendo o Troféu Globo Minas como o melhor goleiro da competição e também como o melhor jogador, sofrendo 9 gols em 13 jogos e ficando 7 partidas sem sofrer gols. Na Copa do Brasil, porém, mais um vexame: Eliminação nos pênaltis para o Juazeirense na terceira fase. O Cabuloso quase caiu pra Serie C numa campanha desastrosa, ficando em décimo quarto lugar, 5 pontos acima do Remo, primeiro clube na lista dos rebaixados. Fábio sofreu 38 gols em 37 jogos e ficou 14 partidas sem sofrer gols, tendo sido o nono goleiro com mais defesas na competição com 83 defesas, mas não tendo ficado entre os 10 goleiros com maior porcentagem de defesas.
Esse foi o último ano de Fábio no Cruzeiro, pois mesmo tendo renovado o contrato em novembro de 2021 para atuar até dezembro de 2022 com o presidente do clube da época, Sérgio Rodrigues, o Cruzeiro acabou virando SAF no dia 4 de janeiro de 2022 e passou a contar com uma nova administração. O clube mineiro divulgou a lista do elenco masculino do ano de 2021 sem o nome do Fábio, afirmando que estava negociando com o jogador, porém não chegaram a um acordo e no dia 5 veio a notícia de que Fábio não ficaria no clube, com o próprio Fábio dizendo em suas redes sociais "a atual diretoria foi clara que não desejava contar comigo desportivamente para 2022". Fábio saiu de coração partido e perdeu a chance de chegar aos 1000 jogos com a camisa do Cruzeiro e o clube assim perdia, então, o goleiro da história do clube ao lado de Raul Plassmann. Fábio acusou a SAF Cruzeiro de querer encerrar sua carreira mesmo estando apto fisicamente e tecnicamente.
No dia 18 de janeiro, o goleiro matogrossense era anunciado como novo reforço do Fluminense, voltando a atuar num clube da Serie A após 2 anos na Serie B e quase sendo rebaixado para a Serie C em seu ultimo ano no clube. Em fevereiro do mesmo ano, Fábio processou Ronaldo Fenômeno, dono do Cruzeiro SAF, cobrando uma divida de aproximadamente 20 milhões de reais que o clube tinha com ele. O processo foi encerrado em novembro de 2022, com ambos os lados chegando a um acordo.
Fábio pelo Fluminense em 2022:
Essa temporada foi de extrema importância para o Fábio calar a boca da imprensa, da administração do Cruzeiro e daqueles que duvidavam dele, voltando a ser um dos melhores goleiros do Brasil mesmo aos 42 anos.
Apesar de ter sido reserva no Carioca na maior parte do tempo para Marcos Felipe, foi o goleiro titular na final vencida diante do Flamengo tanto no jogo da ida vencido por 2 a 0 quanto no jogo da volta empatado em 1 a 1. Na Copa do Brasil, o Fluminense foi eliminado na semifinal pro Corinthians, com Fábio sofrendo 10 gols em 8 jogos e ficando 3 partidas sem sofrer gols. O time do Fluminense foi um fiasco na pré-Libertadores, caindo diante do Olimpia nos pênaltis, e na fase de grupos da Sulamericana caiu na fase de grupos, que na época, só permitia que o primeiro colocado de cada grupo avançasse. 4 gols em 4 jogos com 1 partida sem sofrer gol na pré-Libertadores, 5 gols sofridos em 6 jogos com 3 partidas sem sofrer gols na Sulamericana pro Fábio. O goleiro e o Fluminense fizeram uma excelente campanha e terminaram na terceira colocação do Campeonato Brasileiro daquele ano, e Fábio, apesar de não ter ficado entre os 10 goleiros com a maior porcentagem de chutes defendidos, foi o quarto goleiro com mais defesas com 112 defesas em 38 jogos, onde sofreu 41 gols e ficou 14 partidas sem sofrer gols.
Na premiação da Bola de Prata da Placar, Fábio foi eleito o sétimo melhor goleiro do país aos plenos 42 anos, ficando abaixo de Santos (Flamengo), Daniel (Internacional), Matheus Cavichioli (América-MG), Weverton (Palmeiras), Fernando Miguel (Fortaleza) e Cássio (Corinthians). Também foi um ano importantíssimo para o Cruzeiro, que foi campeão da Serie B e voltou a elite nacional.
Fábio pelo Fluminense em 2023:
O ano mais glorioso da carreira do Fábio em questão de titulos, e também o mais glorioso da história do clube tricolor carioca.
Começaram o ano sendo bicampeões cariocas, novamente em cima do Flamengo em uma virada heroica vinda de uma derrota de 2 a 0 na ida para uma vitória de 4 a 1 na volta, com Fábio sendo eleito o melhor goleiro da competição. Na Copa do Brasil, porém, o Flamengo se vingou e eliminou o Fluminense nas oitavas de final. No Brasileirão, o Fluminense caiu um pouco de rendimento se comparado ao ano passado, mas ainda ficou na sétima colocação com Fábio tendo sofrido 41 gols em 35 jogos e ficando 12 partidas sem sofrer gols, e apesar de novamente não ter ficado entre os 10 goleiros com a maior porcentagem de chutes defendidos, foi o décimo goleiro com mais defesas na liga com 106 defesas realizadas, empatado com o goleiro Walter, do Cuiabá. Foi na Copa Libertadores que veio o ápice da história do Fluminense e da carreira de Fábio, que após já ter perdido uma final de Libertadores em 2009 onde ele falhou em um dos gols na final, foi uma das peças mais importantes da conquista intercontinental inédita do Flu. O clube foi campeão em cima do Boca Juniors na prorrogação, e apesar da conquista, foi o goleiro Sergio Romero, do próprio Boca, quem foi eleito o melhor goleiro. Fábio tomou 12 gols em 13 jogos e ficou 3 partidas sem sofrer gols, sendo o goleiro que mais fez defesas na competição com 40 ao todo. Não ficou, porém, entre os 10 goleiros com a maior porcentagem de defesas, enquanto que Romero fez 36 defesas e teve a quinta maior porcentagem de defesas da competição com 83.3%.
Na Final do Mundial de Clubes, porém, o Fluminense foi surrado pelo Manchester City por 4 a 0.
Fábio pelo Fluminense em 2024:
Praticamente tudo o que deu certo para o Fluminense em 2023 deu errado em 2024. Antes do desastre, o clube ganhou a Recopa Sulamericana em cima da LDU, tendo perdido por 1 a 0 no Equador e vencido por 2 a 0 no Brasil. O Carioca foi o início do fracasso para o Fluminense na temporada, sendo eliminado na semifinal para o Flamengo. Na Libertadores, o Fluminense foi eliminado pelo Atlético-MG nas quartas de final tendo vencido a ida por 1 a 0 no Rio e perdido a volta por 2 a 0 em BH, com Fábio tendo sofrido 10 gols em 10 jogos, ficando 3 partidas sem sofrer gols. Teve a décima maior porcentagem de chutes defendidos com 74.3% e foi o quarto goleiro com mais defesas na competição com 27. Na Copa do Brasil, caíram nas oitavas diante do Juventude ao terem perdido por 3 a 2 fora de casa e empatado por 2 a 2 no Maracanã.
No Brasileirão foi que veio o susto com o time quase sendo rebaixado, se salvando graças a Fábio, Jhon Arias e Thiago Silva, que chegou no segundo turno. Fábio, até então, teve talvez sua melhor temporada individual no Brasileirão pelo Fluminense, tendo sofrido 37 gols em 37 jogos e ficado 13 partidas sem sofrer gols, sendo o quinto goleiro com a maior porcentagem de defesas (79.8%) e o terceiro goleiro com mais defesas com 130. Infelizmente não ficou entre os 5 melhores goleiros do Brasil na premiação da Bola de Prata da Placar de acordo com as minhas pesquisas, tendo sido John (Botafogo), Hugo Souza (Corinthians), João Ricardo (Fortaleza), Cássio (Corinthians e depois Cruzeiro) e Weverton (Palmeiras) os ranqueados oficialmente. John quem venceu a Bola de Prata e foi escolhido para a Seleção do Campeonato do Prêmio Craque do Brasileirão, enquanto o Hugo Souza venceu o Troféu Mesa Redonda como melhor goleiro do Campeonato Brasileiro. Se eu tivesse que fazer um Top 10 daquela edição, seria assim:
1. João Ricardo (Fortaleza) (155 defesas, 82.1% de chutes defendidos, 38 partidas, 39 gols sofridos, 13 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.42 de acordo com o Sofascore, média de 4.08 defesas por jogo)
2. Weverton (Palmeiras) (121 defesas, 80.3% de chutes defendidos, 37 partidas, 31 gols sofridos, 16 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.25 de acordo com o Sofascore, média de 3.27 defesas por jogo)
3. John Victor (Botafogo) (92 defesas, 82.1% de chutes defendidos, 34 partidas, 25 gols sofridos, 16 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.19 de acordo com o Sofascore, média de 2.7 defesas por jogo)
4. Léo Jardim (Vasco da Gama) (148 defesas, 72.5% de chutes defendidos, 38 partidas, 56 gols sofridos, 8 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.17 de acordo com o Sofascore, média de 3.89 defesas por jogo)
5. Hugo Souza (Corinthians) (73 defesas, 79.3% de chutes defendidos, 22 partidas, 23 gols sofridos, 7 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.18 de acordo com o Sofascore, média de 3.22 defesas por jogo)
6. Fábio (Fluminense) (130 defesas, 79.8% de chutes defendidos, 37 partidas, 37 gols sofridos, 13 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.19 de acordo com o Sofascore, média de 3.51 defesas por jogo)
7. Cássio (Cruzeiro) (93 defesas, 81.6% de chutes defendidos, 24 partidas, 22 gols sofridos, 7 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.36 de acordo com o Sofascore, média de 3.87 por jogo)
8. Marchesin (Grêmio) (101 defesas, 79.2% de chutes defendidos, 28 partidas, 32 gols sofridos, 8 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.26 de acordo com o Sofascore, média de 3.60 defesas por jogo)
9. Walter (Cuiabá) (129 defesas, 75.7% de chutes defendidos, 36 partidas, 47 gols sofridos, 9 partidas sem sofrer gols, média de 7.21 de acordo com o Sofascore, média de 3.58 defesas por jogo)
10. Cleiton (Bragantino) (106 defesas, 74.3% de chutes defendidos, 31 partidas, 36 gols sofridos, 7 partidas sem sofrer gols, nota média de 7.30 de acordo com o Sofascore, nota média de 3.41 defesas por jogo)
Fábio pelo Fluminense em 2025:
O clima do clube nesse ano deu uma boa melhorada. O Fluminense chegou na final do Carioca esse ano, perdendo pro Flamengo após uma derrota por 2 a 1 na ida e um empate por 0 a 0 na volta, com o Fábio falhando no primeiro gol. Houve o novo Mundial de Clubes naquele ano, e por incrível que pareça, o Fluminense foi MUITO bem, com o Fábio sendo uns dos destaques. Caíram na semifinal para o Chelsea que viria a ser campeão, com João Pedro, ex-Fluminense, marcando 2 golaços em Fábio, que acabou a competição com 16 defesas em 6 partidas jogadas, 5 gols sofridos e 3 partidas sem sofrer gols, não ficando entre os goleiros com maior porcentagem de chutes defendidos. O Fluminense quase chegou na final da Copa do Brasil, caindo na semifinal para o Vasco nos pênaltis, com o Fábio defendendo o pênalti de Vegetti e terminando a competição com 7 gols sofridos em 10 jogos com 4 partidas sem sofrer gols. Na Sulamericana, o Flu caiu nas quartas de final para o Lanús, mas Fábio foi um dos melhores goleiros da competição. Apenas 3 gols sofridos em 8 jogos com 5 partidas sem sofrer gols, além de ter tido a terceira maior porcentagem de chutes defendidos com 87%.
No Brasileirão, o Fluminense se recuperou do trauma de quase ter sido rebaixado no ano anterior e ficou em quinto lugar, se classificando para a Libertadores. Fábio tomou 39 gols em 38 jogos e ficou 16 partidas sem tomar gols, sendo o goleiro com o segundo maior número de partidas sem ninguém balançar as redes, atrás apenas de Agustin Rossi, do Flamengo. Dessa vez, porém, Fábio não ficou nem entre os goleiros que mais fizeram defesas e nem entre os que tiveram a maior porcentagem de chutes defendidos.
E agora, em 2026, o Fábio foi vice-campeão carioca pro Flamengo novamente, dessa vez nos pênaltis, com Fábio tendo defendido a cobrança de Luiz Araújo. Foi eleito o melhor goleiro e o melhor jogador da competição com 5 gols sofridos em 8 jogos, ficando 4 partidas sem sofrer gols. Apesar disso, porém, não foi ele o goleiro melhor pontuado no Sofascore, e sim Léo Jardim, do Vasco. Fábio teve uma nota média de 6.75 enquanto Léo Jardim teve uma nota média de 7.19. Fluminense e o clube estão muito bem no ano, apesar da virada histórica sofrida ante-ontem diante do Vasco. Vitória do cruzmaltino por 3 a 2.
Minha opinião quanto ao Fábio é a seguinte: É um goleiro histórico? Sim! É superestimado? Sim! Merecia ter tido mais oportunidades pela seleção? Sim! Fábio vem se mantendo como um dos melhores goleiros do Campeonato Brasileiro desde 2003/2004, e irá fazer 46 esse ano, com contrato até 2027 com o Fluminense. Essa longevidade é justamente o motivo pelo qual ele é superestimado, mas merecia sim ter tido mais oportunidades pela seleção e até mesmo ter jogado torneios, como a Copa América de 2011 e a Copa do Mundo de 2014. Dá para debater se ele merecia ou não ir para a Copa das Confederações de 2009 e para a Copa do Mundo de 2010, onde eu pessoalmente acho que não houve problema algum no Victor e Heurelho terem ido no lugar dele em 2009, mas o Doni ter ido em 2010 no lugar do Fábio ou do Victor foi um absurdo. Fábio foi melhor que goleiros como Diego Alves ao meu ver. Se tivesse ido para a Europa, teria sido um dos melhores goleiros de qualquer uma das 5 grandes ligas (Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha e França), mas não acho que entraria entre os melhores goleiros do mundo. A não ida do Fábio para a Copa América de 2011 também é debatível.
Enfim, essa é a minha opinião quanto ao Fábio. É minha primeira postagem depois de MUITO TEMPO, MUITO TEMPO mesmo. Quem sabe eu não volte depois?
Por sinal, quem foi melhor/maior pelo Cruzeiro? Fábio ou Raul Plassmann? Vou deixar essa pra vocês refletirem sobre.
Tchau!
.jpg)
Comentários
Postar um comentário